O plano de reestruturação da UEG começou a ser discutido pelos membros do Conselho Estadual de Educação. Uma comissão elaborou estudos sobre as deficiências e demandas da Universidade.  O grupo é composto por membros das Secretarias da Casa Civil, Ciência e Tecnologia (Fapeg), do Conselho de Educação, e da própria UEG.

O Presidente do Conselho, José Geraldo de Santana explica ao repórter Samuel Straioto que este plano faz parte do processo de recredenciamento da Universidade.

“Cada instituição de educação necessita do credenciamento, do reconhecimento do órgão responsável pelo sistema de ensino. A UEG está jurisdicionada ao sistema estadual de ensino, sob a responsabilidade do Conselho Estadual de Educação. O credenciamento é temporário, tem o limite de cinco anos, e o da UEG vencerá no final do ano”, destaca.

O Presidente do Conselho de Educação aponta que problemas poderão ser corrigidos na UEG a partir da aplicação do plano de reestruturação. Segundo ele, o Conselho já tomou conhecimento oficial deste relatório, e que é preciso que o corpo docente da UEG seja composto por mestres e doutores.

Duas metas principais foram estabelecidas no Plano da UEG: Autonomia Universitária e Reestruturação Acadêmica. Isto prevê aumentar até 2014, o número de professores efetivos na UEG, assim como a implantação de política de apoio ao estudante e reavaliação de contratos e convênios que atualmente apresentam problemas.

No que se refere à reestruturação acadêmica, o plano prevê a revisão da política de extensão da Universidade. Alguns cursos que hoje apresentam baixa demanda poderão ser fechados ou transferidos para outras cidades.

Um exemplo é na cidade de Itapuranga, pois de acordo com estudos da comissão, o município apresenta baixa demanda para cursos oferecidos, além de estar próximo a outros polos da UEG. A sugestão é que se transfira parte dos cursos para a cidade de Goiás, e com isto poderão ser criados cursos tecnológicos voltados para área de infraestrutura ferroviária.