A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e privados se reúne a partir das 10h15 para ouvir o ex-presidente do Departamento de Trânsito (Detran) de Goiás Edivaldo Cardoso de Paula e a empresária Rosely Pantoja.
Edivaldo aparece em gravações da Polícia Federal garantindo o repasse de verbas do governo estadual para uma das empresas de Cachoeira. Além disso, existe a suspeita de que tenha sido indicado para o cargo pelo contraventor. Em depoimento à CPMI, o delegado da PF Matheu Mella Rodrigues destacou a influência do grupo de Cachoeira em órgãos como Detran, Agência de Transportes e Obras Públicas (Agetop) e secretarias de Estado.
Rosely é sócia da empresa Alberto & Pantoja Construções. Segundo a Polícia Federal, trata-se de uma empresa de fachada integrante do esquema criminoso montado por Cachoeira, utilizada para triangular pagamentos ilegais da construtora Delta. Assim como a Brava Construções, ela tem endereço fictício – um prédio numa cidade-satélite de Brasília onde funciona uma oficina mecânica.
O ex-segurança do ex-senador Demóstenes Torres, Hillner Braga Ananias, obteve habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para permanecer em silêncio. Segundo o autor do pedido de convocação, senador Pedro Taques, as escutas telefônicas indicam que Ananias tinha como hábito ir à casa de Cachoeira pegar dinheiro em espécie.
Foi adiado para a próxima semana o depoimento do delegado aposentado da Polícia Civil e ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública de Goiás Aredes Correia Pires, que teria recebido um dos aparelhos de rádio Nextel distribuídos pelo grupo na tentativa de evitar grampos.
Da Agência Câmara.






