Cerca de 30 conselheiros participaram da reunião no CCT do Setor Urias Magalhães na tarde desta sexta-feira (18) para definir o planejamento do Atlético-GO para a temporada 2016. Com mais de três horas de duração, as discussões incumbiram cada conselheiro de buscar recursos para o clube, e o orçamento ficou definido em R$ 6 milhões. Maurício Sampaio confirmou que permanecerá na presidência do rubro-negro e o Dragão deverá novamente mandar seus jogos em casa no Campeonato Brasileiro da Série B. O diretor de futebol Adson Batista acredita que a reunião foi positiva.

“O orçamento do Atlético não é grande, mas não pode se apequenar, pensar de maneira pequena, disputa um dos melhores campeonatos do país, e dentro disso vamos superar com criatividade e com trabalho. O mais importante é que eu vi pessoas empenhadas em trabalhar, pessoas importantes do clube que apareceram aqui hoje, uma reunião com mais de 30 pessoas. Foi bastante positivo e eu vejo com bastante confiança que o Atlético vai continuar crescendo”, afirma Adson.

Maurício Sampaio, após confirmar que fica no comando do clube, acrescenta que o Estádio Antônio Accioly não será arrendado, ao contrário do que se cogitava. A casa do Dragão deverá passar por adequações e sediará jogos do rubro-negro durante a Série B 2015 a partir de maio, depois do término do Campeonato Goiano, já que abriu mão de disputar a Copa Verde. No entanto, não descartou a possibilidade de levantar recursos a partir do desmembramento da área que o clube possui em Aparecida de Goiânia.

“Não se discute isso mais, acho que é passado. O Atlético vai buscar receitas dentro do Accioly, porque lá, não tenha dúvidas que jogaremos com a capacidade que tiver. Nós temos uma proposta na área de Aparecida e vamos trabalhar em cima disso e aguardar o desenrolar desses fatos para que a gente possa triar o clube em 2016. O Atlético não vai dispor de área, nunca propus isso, sempre falei que iria trazer aquilo que eu recebo. Se eu tenho uma proposta de alguém, eu tenho a obrigação de trazer ao conselho”, ressalta.

A respeito do parcelamento das dívidas por meio do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), Sampaio cita que os gastos deverão ultrapassar meta do orçamento mensal do clube, e critica o fato de não contar com a maior parte da torcida durante os jogos, o que diminui a receita nos cofres rubro-negros.

“Muitas pessoas entendem ser ruim aos clubes. Não é ruim, o Profut é uma dívida que você tem e você parcela. Ocorre que para parcelar é preciso ter dinheiro, onde você vai buscar o recurso? Você tem que cumprir religiosamente. Isso para um clube que tem uma torcida que não participa, e a maneira de arrecadação é muito pequena, é uma coisa que preocupa. O Profut é em torno de R$ 80 mil. Agora, para se manter o clube em dia, com impostos, essas obrigações, você vai chegar aí a um valor aproximadamente de R$ 330 mil. Eu tenho R$ 560 mil, obviamente, dá mais de 50%”, analisa o presidente rubro-negro.