O governo do Estado firmou termo de cooperação que prevê pagamento de incentivos, uma espécie de compensação financeira aos produtores rurais que, comprovadamente, contribuírem para a proteção e a recuperação de mananciais, gerando benefícios para a bacia hidrográfica do Ribeirão João Leite e a população. O acordo foi firmado entre o Ministério Público Estadual (MPE), Agência Nacional das Águas (ANA), Saneago e secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). O objetivo é delegar ao produtor rural a missão de se tornar um produtor de água, ou seja, precisará realizar um trabalho de proteção, cercando e reflorestando as áreas que pertencem a eles. Desta forma poderão proporcionar aumento do volume de água das nascentes que abastecem a bacia do Ribeirão João Leite.
O chefe de gabinete da Agência Nacional das Águas, Horácio Figueiredo, destaca que precisa haver fiscalização. “Será fiscalizado pela secretaria pra saber se de fato ele está preservando a área e ele vai receber um bom dinheiro. Isto inverte a questão da produção. A gente pensa na produção de grãos e de alimentos, mas a água é um alimento, o maior de todos. Ele também receberá por preservar este ambiente,” diz.
A princípio, sete cidades que têm nascentes que abastecem o João Leite farão parte do programa: Goiânia, Anápolis, Nerópolis, Ouro Verde de Goiás, Goianápolis, Campo Limpo e Teresópolis de Goiás. O superintendente de Recursos Hídricos da Semarh, Bento de Godoy Neto, relata que a ideia é diferente, já que as pessoas estão acostumadas a produzir grãos, carne, mas água não. “Ao contrário de receber multas ou não receber nada, irá receber dinheiro por isso aí. Então, ele prestando esse serviço para toda a sociedade, estará recebendo por isso,” explica.
A expectativa é que 318 produtores possam receber pagamento. Quem irá desembolsar é a Saneago. O valor é de aproximadamente 700 mil reais.








