Não foi o resultado que a torcida queria, nem era o resultado que Luiz Felipe Scolari esperava. O treinador da Seleção Brasileira não gostou da atuação da equipe, mas fez questão de ressaltar que o time ainda não está pronto e sofreu com a falta de entrosamento no empate contra o Chile por 2 a 2. Além disso, Felipão aceitou as vaias do torcedor e reconhece que ainda está devendo.
“Nós não jogamos bem, se tivéssemos jogado melhor, a torcida teria tido outra reação com a gente. Não tenho nada a criticar a postura da torcida, porque quando a gente tiver jogando bem, eles vão nos apoiar. Para mim é normal, não acho estranho. Nós não estamos em sintonia no nosso time, não temos nada para cobrar, estamos devendo algumas coisas e temos que aceitar”
Especificamente na partida contra o Chile, Felipão achou que o time teve trabalho com a marcação forte que o Chile fez no campo de ataque, explorando os erros da defesa brasileira, como aconteceu no 2º gol. Entretanto, eximiu a dupla de zaga formada por Dedé e Réver de culpa, e fez questão de exaltar Neymar, principal alvo da ira do torcedor mineiro.
“A principal dificuldade foi que não conseguimos trabalhar a bola no meio, não conseguimos respirar para trabalhar essa bola. O Chile marcou muito bem, criou também e dificultou para a gente trabalhar essa bola. Dedé e Rever jogaram pela segunda vez e puderam mostrar o trabalho. O que eu posso falar do Neymar é o que todo e qualquer técnico falaria. Excelente profissional, jogador de grupo, superprofissional e ele está pronto para jogar, se deixarem ele jogar. Ele é craque e está pronto para enfrentar a situação, tanto que ele faz gol em tudo quanto é jogo”
Felipão tem agora pouco menos de três semanas para avaliar e realizar a convocação final da Seleção Brasileira, no dia 14 de maio, para a Copa das Confederações, em junho. De qualquer forma, o treinador acredita que ter uma melhor preparação vai ajudar a equipe a se desenvolver melhor e por isso, diz ao torcedor o que ele pode esperar do Brasil na competição.
“Eles podem esperar uma equipe melhor treinada, entrosada, com algum padrão. Não dá para apresentar na segunda, treinar na terça e jogar na quarta. Agora, na Copa das Confederaçoes, vamos ter um tempo, dois amistosos, além de 15 ou 17 dias de preparação, aí dá para tirar alguma coisa. Não temos uma equipe definida que começou cinco jogos, mas isso é um problema meu e tenho que saber entender isso aí”









