O técnico Luiz Felipe Scolari assumiu a Seleção Brasileira no fim do ano passado, quando o time estava sem prestígio, e continuou assim com resultados adversos nos primeiros amistosos, mas o mês de Junho foi crucial para a virada da Seleção e do moral do treinador. Felipão conseguiu ajustar o time, dar uma cara à equipe, levou a Seleção à final da Copa das Confederações e agora, só quer o título.

“Eu acredito que aquilo que foi proposto no início do ano, quando a gente fazia os amistosos e agora no nosso trabalho mais longo, os propósitos principais foram atingidos, que era chegar a final, dar uma cara para essa equipe e passar para o torcedor que nós podemos chegar bem na Copa do Mundo. O maior objetivo agora é ganhar a final, seja contra o time A ou o time B, no Maracanã”

Na saída do gramado, o treinador chegou a revelar que essa teria sido a partida mais emocionante desde a final da Copa do Mundo de 2002, quando a Seleção bateu a Alemanha. Felipão fez questão de ressaltar que o time continua em formação e encheu a bola do jovem Bernard, garoto de 20 anos que entrou numa fogueira e não se queimou, mostrando personalidade.

“Nós não tivemos uma atuação como nos outros jogos, mas o que estamos passando é que nosso time ainda está em formação. Ainda temos que recorrer a algumas coisas que pode ser inadimissivel para outros técnicos, como colocar um garoto de 20 anos, o Bernard, nesse fogo de hoje e ele nao sentir nada, ter que provar que é bom, e é muito bom. O Uruguai é diferente de qualquer jogo, não é um jogo qualquer, é uma história muito grande, é uma rivalidade e bate o nervosismo da nossa parte. Temos que passar por tudo isso para evoluírmos e chegarmos à Copa mais amadurecidos”

Nem Júlio César, nem Fred, nem Paulinho. Para o técnico Luiz Felipe Scolari, o grande responsável pela vitória emocionante sobre os uruguaios foi a torcida brasileira, a torcida mineira, que foram quase 57 mil na tarde desta quarta-feira. “Só ganhamos porque esses jogadores foram determinados, correram, mas foi muito para o torcedor, que nos apoiou demais e empurrou a gente de uma forma especial. Podemos incluir agora mais uma cidade na nossa rota para a Copa do Mundo no ano que vem”