Pivô de uma polêmica no Goiás Esporte Clube, o atacante Fernandão falou com a imprensa na manhã desta quarta-feira para esclarecer os rumores  sobre sua saída do clube e confirmou que deseja deixar a equipe esmeraldina. O atleta lembrou que a expectativa foi muito grande quando retornou, no ano passado. “O time tinha um grande elenco e chances de chegar à Libertadores, mas as coisas acabaram não acontecendo”.

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Fernandão chegou festejado ao Goiás, que ganhou a disputa por ele frente à grandes clubes brasileiros, mas, sem  atuações brilhantes, passou a ser questionado pelo torcedor. Mesmo assim, o atleta garante que não tem arrependimento por ter retornado ao alvi-verde.

“Não costumo me arrepender, mas se eu tivesse me inteirado um pouco mais sobre o que está acontecendo aqui dentro, eu pensaria mais”, admitiu.

EMBATE POLÍTICO

Fernandão revelou problemas dentro do ambiente esmeraldino e reclamou que a reunião que teve com o presidente do clube, Syd de Oliveira Reis, no sábado, era interna, e não poderia ter vazado para a imprensa.

O jogador admitiu que o afastamento de Edmo Pinheiro da diretoria esmeraldina contribuiu para que ele tomasse a decisão de deixar a equipe alvi-verde. “Sou muito amigo dele e sempre tive um respeito muito grande pelo Hailé”, disse, referindo-se aos dois homens fortes da família Pinheiro na direção do clube.

De acordo com Fernandão, ele não pediu a rescisão de contrato, mas deixou claro que estava sem clima para permancer no alvi-verde. De acordo com o jogador, está ocorrendo um problema político no clube, que, segundo ele, pode atrapalhar dentro de campo. “Não vou ficar no meio dessa briga, servindo de testa de ferro nem para um, nem para outro”, afirmou.

“A cadeira do presidente parece uma bebida enérgética. Dá asas pra  todo o mundo. Dentro de um clube de futebol, se não tiver harmonia é complicado”, contestou.

ADEUS

Embora ainda aguarde a posição do presidente esmeraldino em relação á sua saída, Fernandão adiantou que fica chateado com esta situação. “Não imaginva dessa maneira, mas, com tristeza, mantenho a minha posição”, garantiu.

O atacante reconheceu que, em sua segunda passagem pelo clube, não conseguiu responder ao que era esperado pelos emeraldinos. “Não produzi tudo o que eu podia ter produzido. Fico triste, porque é meu clube de coração, mas quando você vê que não está ajudando mais, é melhor sair”, acredita.

“Agora, está nas mãos do presidente. Parece que tem que passar pela aprovação do Conselho. Algumas coisas passam, outras não…”, complementou.