A queda de braço entre diretoria e torcida do Goiás continua, já que um culpa o outro pela média de público pífia na Série A do Brasileirão. Como alternativa para salvar essa média e tentar lucrar, o Goiás levou o jogo contra o Corinthians no dia 19 para o Mangueirão, em Belém (PA) e vai cobrar caro do torcedor que quiser assistir a partida, tudo isso com as devidas explicações do presidente Sérgio Rassi.

Para o torcedor esmeraldino, alvinegro e o povo paraense acompanhar a partida, o ingresso mais barato (arquibancada) custa R$50, enquanto que as cadeiras saem por R$100. Os ingressos estão sendo vendidos tanto pela internet quanto em cinco pontos físicos na capital do Pará, e a diretoria esmeraldina trabalha com a expectativa de mais de 40 mil pessoas.

O preço é maior, por exemplo, que o praticado no ano passado contra o mesmo Corinthians no Serra Dourada: na ocasião, os bilhetes custaram R$40 e R$80, com meia-entrada para os esmeraldinos, o que resultou em uma renda líquida superior a R$500 mil reais. Agora, o Goiás almeja receber, líquido, pouco mais de R$1 milhão, quantia que não faz o presidente Sérgio Rassi se arrepender da mudança.

“Não, porque eu tenho que pagar o salário dos jogadores no mês que vem”, resumiu o mandatário.

Como o Goiás não vendeu o mando de campo, mas resolveu ele mesmo organizar a partida, o clube vai arcar com as despesas de viagem, transporte e alimentação, além da logística para vender os ingressos. O aluguel do Mangueirão, por um acordo feito pela diretoria, não será cobrado. Rassi confirma e diz que a mesma empresa de bilhetagem (Bilheteria Digital) que atende o Goiás no Serra Dourada será usada no Mangueirão

“Claro que nós não temos a expertise nisso, então precisamos estar ligados a um grupo, mas é um grupo que trabalha dentro do Goiás. É uma parceria doméstica, é dentro de casa, nós não vendemos o jogo pra ninguém”