A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) registrou aumento na arrecadação no último mês de junho e já tem números prévios positivos referentes a julho. A informação foi confirmada pela secretária Ana Carla Abrão. Em números, a receita fechou o último mês com resultado 15% superior ao registrado no mesmo período de 2014 e a arrecadação confirmada nos primeiros 20 dias de julho apontam que um novo aumento será registrado no fechamento, no dia 31.
Ana Carla Abrão destacou, durante discurso, as ações realizadas que permitiram o resultado positivo. “Conseguimos no mês de junho, arrecadar cerca de um milhão de reais e estamos batendo esse número ao longo do mês de julho e tenho certeza que será maior ainda no próximo mês. Tivemos um aumento da arrecadação, em junho, de 15% em relação a junho do ano passado. Não tenho a menor dúvida que isso é fruto da ação direta de fiscalização e de percepção de risco que as blitz têm gerado e com retorno direto na arrecadação dos municípios”.
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Além das ações contra a sonegação, a secretária destacou, em entrevista, que a receita confirmada em 2015 é menor que a previsão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada em 2014. A Lei foi alterada no primeiro semestre e teve a expectativa reduzida.
Ana Carla Abrão avalia que a estabilização da receita não representa folga no caixa estadual, que, segundo ela, continua apertado por conta dos gastos com a folha de servidores e o pagamento da dívida do Governo. “Essa estabilização na queda das receitas não vem representando um fôlego muito grande no ponto de vista financeiro, ou seja, não sobra dinheiro no caixa no final do mês”.
Apesar das críticas recebidas por conta do processo de contratação de seguidos empréstimo, alguns bilionários, a secretária afirma que a dívida do Governo Estadual será “irrelevante” a partir de 2017. “Goiás tem um nível de endividamento que é absolutamente compatível com seu patamar de desenvolvimento e mesmo com receitas. A divida não é um problema e, mais do que isso, vem numa relação declinante ao longo do tempo. E a partir de 2017, a dívida passa a ser quase irrelevante do ponto de vista de caixa”.
*Com informações de Rubens Salomão










