Depois de trabalhar logo pela manhã na cobertura da vitória do Vila Nova por 4 a 0 diante do Caxias-RS, fiz as entrevistas, fui almoçar em casa e tirei uma boa tarde de descanso, antes de vir escrever sobre mais uma partida da equipe na Série C do Campeonato Brasileiro. Um jogo que marcou a estreia de Robston na temporada 2013 ao ter participado decisivamente de todos os gols no estádio Serra Dourada.

Parto da escalação: Mais importante que o meio campo ter dado liga, foi a coerência do técnico Hermógenes Neto diante de seus comandados. Planejou, treinou e executou. Manteve o time sem o Marco Aurélio que não treinou por estar envolvido numa suposta negociação com o Avaí-SC. Neto não titubeou em voltar o artilheiro do time no Brasileiro depois que este garantiu ficar de “corpo e alma”. Coerência que lhe rende importantes pontos para ter sucesso no comando da equipe. Nada natural que o time seja mantida para o duelo de quinta contra o Guarani.

E depois de ver o time jogando muito bem, Marco Aurélio entrou no segundo tempo com a ciência que precisava jogar muito para manter a dúvida na cabeça do treinador. Entrou a todo vapor e logo nos primeiros lances, aproveitou um bom cruzamento do Arthur para acertar um chute sem pulo, de primeira, o terceiro gol do time goiano. Um gol para selar as pazes com o torcedor que com toda razão tinha desconfiança do jogador que também selou a parceria com a sorte com o gol marcado. MARCO VOLTARÁ A SER A ARMA SECRETA DO SEGUNDO TEMPO.

Ainda neste novo esquema, o volante Robston foi o grande destaque. Correu, gesticulou, orientou, vibrou e foi saudado pelo torcedor na saída do campo. O nome gritado emocionou o novo camisa 7 do Vila Nova. Com “Me sinto um menino”, ele descreveu o momento vivido. A parceria entre ele e Wesley voltou a render bons frutos. Osmar também tem crescido de rendimento – quem sabe não esteja surgindo aí as novas torres gêmeas (Osmar e Robston) deste prédio colorado.

Eu faço apenas um senão ao esquema apresentado. Frontini precisa ficar mais posicionado próximo a área e evitar desgastes para roubar a bola no campo de defesa. Combater já no ataque é o esperado. Tentar tomar bola quase na intermediária defensiva é mais emoção que razão. O camisa 9 fez um gol dentro de área e um de cabeça – aumentando o repertório depois de ter feito dois gols de pênalti.

PÚBLICO

Pelo calor, horário e outros fatores que dificultavam a ida dos colorados ao estádio, 7864 pagantes estiveram no estádio Serra Dourada e pra mim, foram mais participativos que os quase 20 mil da semana passada. A falta de bateria das torcidas organizadas tem enfraquecido o brilho e a disposição de animar o time com gritos e palmas. A polícia poderia encontrar uma forma de rever esta proibição junto a diretoria do Serra e a das torcidas.

O curioso é que se 7 mil foram trocados, apenas 864 pagaram ingressos na manhã deste domingo. O torcedor precisa ser mais participativo, até porque o Vila Nova tem sido sustentado principalmente pela renda de seus jogos e a diretoria precisa criar situações para que o torcedor se sinta mais participativo no dia a dia do clube, inclusive indo ao estádio e colaborando com as rendas.

PREMIAÇÕES

Demorou, mas não falhou. Alguns jogadores manifestavam preocupação com a falta de resposta da diretoria quanto ao pagamento dos “bichos” referentes as vitórias contra Crac e Madureira. Neste sábado, a diretoria desembolsou 18 mil para ser rateado entre os jogadores por causa dos seis pontos conquistados. Embora muitos sejam contra este tipo de prática, eu não vejo em nada diferente de uma participação nos lucros ou comissões por venda – uma forma idônea de incentivar o trabalhador em sua função. Eu tenho certeza que este ponto foi uma base forte para a grande atuação deste domingo.

Se no final da semana, a diretoria acertou o pagamento da folha de funcionários. Na semana que entra será a vez dos jogadores. A normalização dos pagamentos melhorou bastante o ambiente de trabalho. Funcionários bem mais dispostos e alegres no dia a dia do clube.