O Eixo Anhanguera que você utiliza ou no mínimo conhece pode estar com os dias contados. A Secretaria de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia realizou audiência pública para discutir a implantação do modelo de transporte veículo leve sobre trilhos (VLT). A expectativa é de que as obras sejam iniciadas em janeiro de 2013 e a licitação está prevista para ser realizada no final do próximo mês. O secretário Sílvio Silva Souza, explica que neste momento de consultas públicas o objetivo é ouvir a população.
“A audiência pública cumpre uma etapa importante é o momento em que nós qualificamos o projeto para licitação. A nossa função hoje é abrir o fórum de discussão durante o período de consulta pública. O que nós estamos fazendo aqui hoje, dizendo para a sociedade o modelo adotado, o de licitação e do edital de contrato. Estamos aqui para ouvir sugestões, questionamentos, avaliações e a partir dai vamos concluir o processo completo de licitação”, explicou o secretário.
Hoje para andar no Eixão você precisa pagar um real e 35 centavos. O valor é subsidiado pelo governo do estado. O secretário Sílvio Silva Souza descreve que o preço da passagem no VLT está sendo baseado no preço atual da tarifa. “Todo modelo econômico foi baseado na tarifa atual, isso não muda, o que vai acontecer é que ao mesmo preço o cidadão vai ter um transporte de muito mais qualidade, modernidade, segurança e da mais alta tecnologia”, informou.
O VLT terá 14 quilômetros de extensão, 12 estações. A obra está orçada em um bilhão e 300 milhões de reais. O VLT apresenta vantagens como transportar maior capacidade de passageiros, já que ele é uma espécie de metrô de superfície, porém com uma estrutura bem mais leve. O custo também é bem menor do que o de um metrô convencional. Apesar de poder trazer benefícios, a tecnologia não é nova. No final da década de 1970, foi feito um projeto para implantação do VLT na Avenida Anhanguera, porém com o nome de pré-metrô. Na época foi identificado de que o eixo sobre rodas seria insuficiente para os anos seguinte. O modelo continua até hoje e seja pré-metrô ou VLT ainda não saiu do papel.
Com informações do repórter Samuel Straioto.










