A polícia suíça prendeu nove dirigentes da FIFA nesta quarta-feira (27), em Zurique. Atendendo um pedido da justiça dos Estados Unidos, onde o grupo é acusado de corrupção, entre outros crimes.

Entre os presos está o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin.

Os casos de corrupção envolvem as escolhas da Rússia e do Qatar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente.

Os delegados de quase todas as federações de futebol do mundo estão na Suíça para o congresso da FIFA, no qual, o atual presidente Joseph Blatter, tentaria o quinto mandato. O porta-voz da FIFA, Walter de Gregorio, afirmou que Blatter não está entre os acusados da justiça americana.

Além de José Maria Marim, foram presos Jeffrey Webb (Ilhas Cayman), vice-presidente da comissão executiva e presidente da Concacaf; Eugenio Figueredo (Uruguai), que também integra o comitê da vice-presidência executiva e até recentemente era presidente da Conmebol; Jack Warner (Trinidad e Tobago), ex-vice-presidente da Fifa e ex-presidente da Concacaf, acusado anteriormente de inúmeras violações éticas; Julio Rocha (Nicarágua), presidente da Federação Nicaraguense; Costas Takkas; Rafael Esquivel; Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol; e Eduardo Li, presidente da Federação da Costa Rica.

De acordo com nota oficial da Justiça Suíça, além da investigação pelas escolhas das duas próximas Copas do Mundo, uma das investigações é de um contrato da CBF com uma marca americana, supostamente, a Nike.

A FIFA prometeu uma coletiva de imprensa para a manhã desta quarta-feira (27), em Zurique.