Presidente Marcelo Almeida garante permanência de Michael até o fim do ano (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás EC)
As boas atuações de Michael despertaram a atenção de vários clubes do futebol brasileiro. O mais recente foi o Santos, com uma proposta de quase R$ 10 milhões, além do atacante Copete. Porém, com uma multa superior a R$ 30 milhões, o jogador é tratado como “inegociável”. Em entrevista à Sagres 730, o presidente Marcelo Almeida explicou a situação e disse que é mais importante o aspecto técnico que o financeiro.
“Eu rejeitei há 20 dias uma proposta do Santos, proposta por escrito. Não vou detalhar os valores. Disse para o presidente do Santos e também para vocês da imprensa que o Michael hoje tem uma importância não é pelo valor. O que importa para nós é o atleta Michael, a qualidade técnica”, disse o dirigente.
Com contrato até 2022, o Goiás estuda um aumento salarial para Michael para que a multa rescisória também tenha um acréscimo considerável. Com a Lei Pelé, o cálculo para a multa é o salário anual do atleta multiplicado por 100. Caso o jogador tenha destaque no Brasileiro e renove o contrato, Marcelo Almeida acredita que o lucro com o atacante possa ser ainda maior.
“Hoje estamos na Série A, um campeonato extremamente competitivo. Acreditamos que o Michael possa ser o nosso diferencial. Ele vai nos ajudar tecnicamente. Se ele nos ajudar, ele vai sobressair e depois poderemos colher frutos melhores com o Michael”, garantiu.
Sobre o interesse de outros clubes – o mais recente foi uma sondagem o Cruzeiro -, o mandatário esmeraldino garantiu que não tem o menor interesse em negociá-lo agora, mas que não poderá criar empecilhos, caso alguém pague a multa rescisória.
“Ele não está à venda, mas ele pode ser comprado. Se alguém pagar a multa dele, não tem nem conversa. É pagar e levar. Não estaríamos vendendo, mas estaríamos obedecendo a regra do jogo. Mas repito que o Michael não está à venda. Hoje preferimos ter a qualidade técnica a ter o dinheiro que ele nos pode proporcionar. O Michael só sai se alguém chegar e pagar a multa”, prometeu.
Quem também está valorizado no mercado é o zagueiro David Duarte. Com vínculo somente até dezembro, o jogador pode assinar um pré-contrato com qualquer equipe a partir de junho, situação que não deixaria nenhum centavo nos cofres do Goiás. Internamente a situação preocupa os dirigentes, mas Marcelo Almeida acredita em um desfecho positivo.
“A qualidade dele (David Duarte) é inegável. Sei dessa questão que o contrato termina no fim do ano, mas essas negociações já foram iniciadas. Já teve início e temos uma reunião com o empresário. Tudo se resolve com uma boa conversa. Se as partes entenderem que é bom para os dois lados, acho que pode dar negócio. Temos de ir desarmados, peito aberto. Entender que os dois lados têm de ganhar. O clube e o atleta”, explicou.
Por fim, Marcelo Almeida também atualizou a situação sobre os jogos no Brasileiro. Segundo o dirigente, hoje o clube não tem alternativas para mandar as grandes partidas pela competição nacional.
“Hoje nós temos uma dúvida. Não sabemos qual casa teremos. Sabemos da qualidade técnica do Serra Dourada e é de dar dó. É uma pena. A estrutura está toda deteriorada. Clubes de ponta vão jogar aqui. Isso me preocupa porque o Serra oferece uma qualidade precária para os jogadores e torcedores. Pode haver reforma, mas acho difícil. O governador (Ronaldo Caiado) tem se queixado da situação financeira. O Serra não deve ser prioridade. O Olímpico é um estádio que tem uma capacidade pequena, como vamos fazer para receber o Corinthians ou o Flamengo no Olímpico? Por isso que lancei a ideia da arquibancada móvel. É pelo fato de não termos uma alternativa. A Serrinha é confortável, mas a capacidade é pequena. Estamos em uma sinuca de bico. Vou amanhã na CBF e vou conversar sobre a Serrinha. Hoje não temos um caminho para o Brasileiro”, concluiu.








