O apresentador da Rádio 730, Márcio Ferreira entrevistou a saltadora Maurren Higa Maggi que é considerada a maior atleta do atletismo feminino brasileiro. Maurren conquistou a medalha de ouro no salto em distância dos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008. A atleta também é recordista brasileira e sul-americana do salto em distância e tricapeã pan-americana (1999, 2007 e 2011). Foi eleita melhor atleta da década pela revista Sport Life.
Maurren já começou a se preparar para as Olímpiadas de 2012, em Londres, a atleta se prepara para brigar novamente pela medalha de ouro e está focada nesta competição. Para isso ela terá que superar novamente a russa Tatiana Lebedeva que deve voltar às competições, entretanto Maurren não se preocupa somente com Lebedeva.
“Fiquei sabendo que ela está voltando para competir nas olimpíadas e tem várias russas, ela entrando ou não, não faz muita diferença, pois todas elas saltam na faixa dos 7 metros. As americanas também, tem a portuguesa que dá muito trabalho, da Colômbia também que é muito forte. Então tem muita gente que dá muito trabalho, que são muito fortes” explicou.
Foco no salto em distância
No início da carreira da Murren ela também competiu no salto com barreiras e com salto triplo, mas ela acabou optando por se dedicar ao salto à distância pois via nele mais possibilidades de alcançar maiores conquistas.
“Na verdade eu resolvi parar em 2008 e focar no salto em distância, porque eu estava focada mesmo na medalha olímpica, eu sabia que eu poderia conseguir uma medalha se eu me dedicasse 100 % ao salto em distância” destacou.
Futuro do esporte
O atletismo é um esporte que não é tão popular no Brasil, mas já alcançou muitos conquistas importantes. Maurren acredita que deveriam investir mais nas categorias de base do esporte, ou seja, investir na formação das crianças de sete à doze anos.
“O que falta é a nossa estrutura de base, porque a gente tem que ter uma base boa, a criançada aprendendo nas escolinhas, assim fica muito mais fácil pra eles chegarem aos 10, 15 anos e entrarem para o esporte profissional, com treinamento mais especifico e é o que a gente espera que a categoria de base, dos 7 aos 12 anos, funcione”.
Ela acredita que o Comitê Olímpico do Brasil deveria investir mais nessas categorias e não somente nela que já é uma atleta formada.






