A Secretaria de Segurança Pública, através da Polícia Civil e Polícia Militar, incia na próxima segunda-feira a “Operação Integração V”. O objetivo é retirar das ruas de Goiânia, principalmente as da região central, moradores, pedintes, mendigos e pessoas em situação de risco.

Também atuarão a Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), além de entidades da sociedade civil como Associação Comercial Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg) e Fecomércio. De acordo com a secretária de segurança pública, Renata Chein, a ação visa revitalizar o Centro da capital.

“Nós temos várias reclamações de roubos, de furtos, e nós estamos verificando que grande parte é daquela população que dorme no centro da cidade. Essa operação agora vai buscar aplicar o que diz a lei, vai buscar também atuar em uma questão social”, explicou a secretária, em entrevista à RÁDIO 730.   

Trabalho em conjunto

A Integração V será realizada em várias etapas, com a participação de vários órgãos. Em um primeiro momento os policiais militares farão a abordagem com agentes da SEMAS, e as pessoas abordadas serão encaminhadas para o 1º Distrito Policial. Posteriormente  equipes da SEMAS farão uma triagem.

A Secretaria conta com duas unidades para fazer esse primeiro atendimento. Para o adulto, a Casa de Acolhida Cidadã, e para criança e adolescente, o Complexo 24 horas. “Vamos preparar essas unidades para estar recebendo um aumento dessa demanda devido a operação em parceria, estamos preparando para recebê-las segunda-feira”, garantiu o diretor de proteção especial da secretaria, Manoel Goulart.

Cerca de 100 policiais militares irão participar da operação.
Para o presidente da Acieg, Pedro Bittar, os comerciantes podem ajudar não dando esmolas e até mesmo alimentos aos moradores de rua.

“Essa não seria uma ajuda verdadeira para aquelas pessoas. Nós estaremos também procurando o Ministério Público para que nós possamos mudar um pouco dessa lei, ou possamos arrumar atrativos até na geração de empregos para essas pessoas que estão nas ruas”, propôs Pedro Bittar.