Os Jogos Paralímpicos de Tóquio terminaram no último fim de semana e revelaram grandes talentos brasileiros. E não é por menos: o Brasil bateu o recorde de medalhas em uma edição dos jogos. Foram 22 medalhas de ouro, 20 de prata e 30 de bronze, o que colocou o Brasil em sétimo lugar no ranking geral.

E foi com grande satisfação que eu bati um super papo com o medalhista de ouro na canoagem, Fernando Rufino, o caubói!!

Minha primeira questão foi saber por que o Brasil conseguiu ter um resultado tão mais expressivo na paraolimpíada do que na olimpíada. O caubói também não sabe, mas disso já me veio uma lição: olímpicos ou paralímpicos, os jogos são uma competição de alto nível, onde todos entregam suas vidas para estarem lá em busca de uma medalha.

De toda forma, Fernando percebe que o brasileiro é diferenciado, “sempre tem uma carta na manga”, e se vira como pode.

E o nosso caubói se virou bem. Na final da canoagem, ele liderou de ponta a ponta, o que lhe rendou o apelido de caubói marinho, além da medalha de ouro, claro.

A paracanoagem possui três categorias olímpicas: VL1, VL2 e VL3. Na primeira competem paratletas com lesões mais graves e pouca mobilidade na cintura. Os níveis de lesões vão diminuindo conforme se avançam as categorias.

Além de um grande atleta, Fernando Rufino também é uma grande figura. Um carisma enorme, uma determinação em viver e ser feliz, em compartilhar bons momentos com seus familiares, amigos e até competidores, por que não? “A medalha é mérito do esporte, mas minha felicidade e minha saúde são as grandes medalhas que tenho na vida”, confessa.

Agora eu te pergunto: como uma pessoa sai de cima de um touro e cai dentro de uma canoa? Pois é, com o caubói foi assim. O sonho de rodar o mundo dos rodeios mudou após uma lesão que o afastou deste cenário, mas abriu as portas para que conquistasse seus objetivos na canoagem.

A primeira dica foi do médico que avaliou a lesão do Fernando no hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. Fernando foi então conhecer um centro de treinamentos em Campo Grande-MS onde começou a trilhar seu caminho rumo ao topo do mundo no esporte.

Fernando observa que a qualificação dos paratletas tem crescido no Brasil, mas isso ocorre na elite do esporte. A sua preocupação é quanto à formação de novos paratletas. “Nós, que somos atletas de ponta, temos apoio, mas eles precisam muito de incentivo. Fica a dica de um campeão olímpico.

O conselho do caubói é querer viver com alegria e amor, ter sonhos e correr atrás. Fazendo isso, o resultado chega.

FPC: Qual o segredo dos treinadores de atletas paralímpicos

Muitas vezes a gente vê o atleta na prova e lá no canto estão os treinadores, quase tendo um ataque cardíaco. Nessas horas, a gente percebe o quanto o trabalho desses profissionais é importante e o quanto eles estão mergulhados no trabalho de fazer um atleta campeão mundial. O quadro Faz Parte do Cenário desta semana traz a treinadora da equipe paralímpica de bocha, Ana Carolina Lemos Alves. Confere aí!

Temas abordados

– Por que o Brasil é mais exitoso nas paraolimpíadas do que nas olimpíadas tradicionais? https://youtu.be/D20h-jj6igk

– De onde vem esse bom humor? https://youtu.be/XQLXcj4RX2M

– Qual foi a emoção de liderar toda a prova e ser campeão? https://youtu.be/-NIurxWyvhk

– De que maneira você chegou na canoagem? https://youtu.be/cp_A4ZBVhnI

– O Brasil tem apoiado os atletas paraolímpicos? https://youtu.be/TX_rWYXEdvg

– Alta performance: atletas de alto rendimento – Faz Parte do Cenário. https://youtu.be/CbHXI2ihg4o

– Qual o conselho que você dá para quem está passando por um momento difícil na vida? https://youtu.be/Pc-NAIVo_fY