Mesmo com a greve considerada ilegal, professores da rede estadual realizaram ontem (06) primeiro dia de paralisação.

A presidente do Sintego, Iêda Leal, reclama da incorporação de gratificações ao salário e justifica a paralisação, “O motivo é o achatamento da nossa carreira, o plano de carreira que não foi respeitado, os administrativos que não tiveram a correção na data correta e o quadro transitório”, explica a representante. “Vamos conversar com o governador e não vamos aceitar o que ele fez com o plano de carreira”

O secretário de Educação de Goiás, Thiago Peixoto, rebate e diz que professores não tiveram prejuízos. Thiago alega que ocorreram ganhos para a categoria. “Nenhum professor da rede estadual teve perda salarial, muito pelo contrário”. O secretário explica que a carreira do professor se tornou mais atrativa e cita: o salario inicial de um professor no plano passado era de R$ 1.500, hoje é de R$ 2.016, afirma Thiago.

Peixoto destaca aumento de perspectiva de ganho dos educadores, “A perspectiva futura de um professor era de R$ 2.600, agora ele vai poder ter uma remuneração de ate R$ 4.700”.

 

Professores ganham apoio dos estudantes 

Enquanto o governador Marconi Perillo, fazia anúncio de contemplados do programa Bolsa Universitária no Teatro Rio Vermelho. Cerca de 300 estudantes foram protestar a favor da greve dos professores. “O professor é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo”, gritavam os alunos em uma das saídas do Centro de Convenções.

A estudante Jéssica Azevedo aponta motivos que foi dado apoio aos professores grevistas. “Diminuindo o salário dele dentro da escola pública ele vai para uma escola particular”, alega a estudante. “A gente que vai perder professor. Tem escola que só tem três aulas e isso só vai aumentar com o achatamento na educação”. 

O governador Marconi Perillo, defende a união de forças em busca de melhorias. “Eu solicitei ao secretário Thiago que solicite ao Sintego a união de esforços. Estado, sindicato, professores e governo para buscarmos dinheiro junto ao Governo Federal”, diz o governador.

Marconi cita que no ano passado (2011), que o governo estadual repassou para o Fundeb, R$ 506 milhões do ICMS. O governador alega que esse dinheiro voltou para os municípios como verba federal, mas, na verdade o recurso é dinheiro do estado de Goiás. “Estou fazendo um apelo, no sentido que juntemos os nossos esforços. Não adianta ficar queimando energia a toa, xingando o governo estadual”, defende o governador do estado, Marconi Perillo.