À frente do Goiás desde 2014, após ser aclamado nas eleições de dezembro de 2013, Sérgio Rassi está próximo de findar seu legado no cargo de mandatário do clube. Com direito a mais uma reeleição, ele já declarou inúmeras vezes que não pretende se candidatar novamente e faz questão, inclusive, de projetar já o trabalho do futuro presidente.

Orgulhoso por conseguir equacionar as contas do clube esmeraldino, Rassi prevê dias melhores para seu sucessor justamente por causa disso:

“Os próximos anos vão ser ‘anos dourados’ para o clube. A minha gestão deu continuidade a um processo de equalização financeira que começou em 2010. O próximo presidente vai encontrar o clube bem, sem qualquer adiantamento de receita, com os impostos em dia, negociados e sem novos processos trabalhistas. Ele terá mais tranquilidade e mais condições para trabalhar no futebol”.

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Apesar de admitir que o futuro presidente terá uma situação financeira bem melhor, Rassi reforça a necessidade do próximo cartola continuar mantendo os “pés no chão”:

“Se o próximo presidente for movido apenas pela paixão e não pela razão, vamos perder rapidamente todo esse trabalho de recuperação financeira que está sendo feito. Mas como o colegiado está muito comprometido com o bem-estar financeiro, tenho certeza que meu substituto vai seguir essa filosofia mesmo tendo um caixa mais folgado”.

As eleições para eleger o presidente de 2016/17 acontecerão em meados de dezembro, daqui há dois meses aproximadamente. Na ocasião, a decisão é tomada por um colegiado (composto pelos 250 conselheiros do clube) que vota no novo nome. Para as próximas eleições ainda não há nenhum pré-candidato e nenhum nome levantado extra-oficialmente.

REFIS X PRÓ-FUT

Nessa temporada a diretoria do Goiás conseguiu colocar o clube esmeraldino no plano Refis 2, que financia as dívidas tributárias com o Governo Federal. Porém, de acordo com o presidente Sérgio Rassi, a cúpula estuda a possibilidade de deixar o Refis 2 para aderir o Pró-Fut, plano aprovado e sancionado pela presidente Dilma Roussef recentemente.

O Pró-Fut está ligado às sanções que causam polêmica entre os diretores de futebol dos clubes brasileiros, que prevê punições esportivas (como perda de pontos na tabela de classificação) em caso de atraso de salários e não cumprimento do fair play financeiro.