A pressão é grande, mas a experiência de Darío Pereyra o deixa tranquilo e capaz de aguentá-la. O treinador já não agrada alguns dirigentes e um novo tropeço diante do Grêmio Anápolis, no domingo, às 16h, no Jonas Duarte, pode causar o emprego do treinador e, consequentemente, do preparador físico José Roberto Portela. Darío diz que só pensa no clube e se alguém pensa em demiti-lo, está “jogando” contra o clube.

“O importante é o Vila, é o que seja melhor para o Vila, eu acho. Então, se as pessoas estão contra mim, estão contra o Vila também. O que o Vila precisa é de tranquilidade e ganhar os jogos que faltam, o que não é difícil, estamos no páreo, simplesmente à um ponto fora da classificação. Tem quatro ou cinco times disputando duas vagas, é a gente correr atrás”

Ainda sobre a pressão, Darío entende que isso também tem afetado os jogadores em campo e muito disso pôde ser visto no clássico do último domingo, contra o Goiás, no Serra Dourada. O treinador fez questão de citar o exemplo de outra equipe de massa, o Corinthians, que por anos lutou para conquistar a Libertadores. Darío explica se isso realmente afeta o psicológico do atleta.

 “Eu acho que prejudica sim o grupo, mas a gente tem que se adaptar a essas circunstâncias, a cobrança é muito grande por anos e anos que não foram bem. É uma pressão que atrapalha mesmo, como atrapalhou o Corinthians por um monte de anos que cada vez que entrava na Libertadores, não ganhava, até que um dia ganhou. A pressão no Corinthians sempre foi muito grande e aqui tá acontecendo a mesma coisa. Não acho legal isso, é difícil para os jogadores”