Sagres em OFF
Rubens Salomão

Secretaria de Saúde desconsidera proposta de Mandetta para mudar critério de vacinação

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu mudanças dos critérios de distribuição da vacina contra a covid-19 no Brasil, durante entrevista exclusiva à Sagres nesta sexta-feira (12), data em que a pandemia completou um ano em Goiás, a partir do registro do primeiro caso no estado.

Para o ex-ministro, a entrega de vacinas com base apenas na proporção matemática da população de cada município deixa de considerar fatores epidemiológicos, que poderiam privilegiar a imunização em cidades em momentos mais críticos, com maior disseminação do vírus e registro diário de casos novos, além da ocupação de leitos.

A proposta, no entanto, é desconsiderada pela Secretaria de Estado da Saúde em Goiás. Em contato com a Coluna, o secretário Ismael Alexandrino preferiu não atacar o mérito da proposta de Mandetta, mas garante que as regras estabelecidas pelo Plano Nacional de Imunização continuarão a ser seguidas no estado. Segundo ele, “pelo regramento atual do Ministério da Saúde, a sugestão não pode ser utilizada”.

O auxiliar do governador Ronaldo Caiado lembra que o atual critério é baseado no registro da quantidade de pessoas em cada grupo de risco, de acordo com os levantamentos e estimativas do IBGE. E ainda que “muita coisa pode fazer sentido, mas ficar mudando no meio do caminho o critério gera mais confusão, incompreensão”, conclui.

Foto: Ex-ministro Mandetta em entrevista exclusiva ao Sistema Sagres. (Crédito: Reprodução/SagresOn)

Conselhos

Mandetta é ex-deputado federal pelo DEM de Mato Grosso do Sul e mantém contato próximo com o governador Ronaldo Caiado. Ambos são médicos e trocaram telefonema na quinta-feira (11), sobre a situação da pandemia em Goiás.

Contato goiano

Mandetta critica o retorno do discurso negacionista de Jair Bolsonaro, mas compreende a posição neutra mantida por Caiado, que segue como o governador mais Bolsonarista, apesar de também discordar do presidente sobre a forma de encarar a pandemia. “O Caiado está trabalhando para Goiás”, afirmou o ex-ministro à Sagres.

Futebol mantido

Enquanto São Paulo adianta medidas mais restritivas, inclusive com a suspensão de jogos de futebol profissionais, as novas determinações que serão fechadas neste fim de semana não devem abordar qualquer mudança no calendário do Campeonato Goiano.

Protocolos

A Secretaria de Saúde informou à Coluna que “a posição atual é de manutenção, seguindo os protocolos da CBF, como a testagem compulsória entre elas e sem público”.

Base cega

O senador Jorge Kajuru (Cidadania) não acredita que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), dê prosseguimento ao pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a gestão da pandemia no Brasil. A chamada CPI da Pandemia não deve ser instalada, segundo Kajuru, porque Rodrigo Pacheco teve sua eleição à presidência da Casa conduzida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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Foto: Senador Jorge Kajuru no estúdio da Sagres 730AM, antes da pandemia. (Crédito: SagresOn)

Interferência

“Tenho certeza que o presidente do Senado é um empregado do presidente da República. Ele foi eleito com dinheiro do contribuinte, através do governo federal”, critica Kajuru. O senador goiano e a bancada do Cidadania entraram com mandado de segurança no STF para obrigar Pacheco a instaurar a CPI. Relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, que ainda não se manifestou.

Pedido de cassação

O Ministério Público Eleitoral apresentou pedido, na 29ª zona eleitoral do município de Posse, pela cassação dos mandatos do prefeito, Dr. Helder (Solidariedade), e do vice, Osmar Junior (Solidariedade). O MP aponta recebimento ilícito de recursos na campanha de 2020, além de irregularidades na prestação de contas, que somam quase R$ 170 mil.

Assediado

Depois do convite do Podemos, o médico e deputado federal Zacharias Calil rejeita possibilidade de deixar o DEM, ao menos por enquanto. A questão é que Zacharias não esconde interesse de ser candidato ao Senado e a disputa pela vaga na base do governador deverá ser acirrada até o próximo ano.

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