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A capital goiana avançou da nota C, em 2018, para a B, neste ano, em Capacidade de Pagamento (Capag), de acordo com classificação final divulgada pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (14). Em relação ao ano passado, apenas Boa Vista (RR) e ela estão entre as Capitais que melhoraram o desempenho nessa avaliação de solvência feita pelo Governo Federal, por meio da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), com objetivo de permitir apenas contratos de operação de crédito em volumes sustentáveis. Belém (PA), Cuibá (MT) e Vitória (ES) diminuíram a nota final frente ao ano anterior. As outras Capitais mantiveram os mesmo cenários de 2018, oito dessas permanecem com letra C, portanto, impedidas de captação de recursos tendo a União como avalista.
A oficialização da nota B para Goiânia teve como base três indicadores: Endividamento, Poupança Corrente e Índice de Liquidez. No primeiro, que leva em consideração a Dívida Consolidada e a Receita Corrente Líquida, a Capital goiana obteve nota A, com apenas 33,35% de endividamento ante a capacidade máxima de 120% autorizada pelo Senado Federal. No segundo, obtida taxa de 93,65% para o cálculo da Despesa Corrente pela Receita Corrente Ajustada, a classificação final foi B. No ano passado, a nota nesse quesito era C. No último, a cidade também conquistou nota A, com o resultado de 95,94% na análise das Obrigações Financeiras frente à Disponibilidade de Caixa.
Com dois indicadores A e um B, Goiânia alcançou a nota final B na Capag de 2019. Entre as capitais com mais de um milhão de habitantes, apenas Manaus (AM) teve desempenho superior ao de Goiânia. As outras cidades com classificação A são Boa Vista, com cerca de 280 mil habitantes; Palmas (TO), 218 mil; e Rio Branco (AC), 320 mil. “No relatório da situação fiscal de entes federativos, divulgado pela STN em 2018, o pior desempenho de Goiânia era a ausência de liquidez. Isso significa que Goiânia tinha mais dívidas na praça do que dinheiro para pagar. Um efeito direto do déficit mensal de mensal de R$ 31 milhões que foi revertido no ano passado. Quando Goiânia passou a ter superávit, conseguimos melhorar a liquidez, que é o principal indicador da Capag”, explica. Apesar da melhoria em dois dos três indicadores, continuar a apurar o desempenho em relação à Poupança Corrente é um dos objetivos da Secretaria de Finanças (Sefin) ao longo de 2019.
Impacto
O aperfeiçoamento de Goiânia tem reflexo direto na administração da cidade. A nota Capag é o que permite à Prefeitura de Goiânia estruturar investimentos superiores a R$ 1,3 bilhão até o ano que vem. A maior parte desses recursos, R$ 780 milhões, resultam de operação de crédito com a Caixa Econômica Federal (CEF) para custear, entre outras obras, a substituição da pavimentação de 628 ruas em 107 bairros da Capital. Captação viabilizada após a divulgação da nota prévia da Capag, no dia 08 de maio. “Goiânia está entre os municípios aptos a captar empréstimos com aval da União, graças à nota B obtida no índice Capag. Agora, a cidade pode captar financiamentos junto a instituições financeiras nacionais, com juros e condições mais benéficas ao erário. Antes, nós pedíamos dinheiro aos bancos. Hoje, são eles que nos oferecem”, explica o secretário de Finanças de Goiânia, Alessandro Melo.
Com informações da assessoria






