(Foto: Rubens Salomão / Sagres Online)
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O maior problema do país é sua dívida interna, afirmou o senador Vanderlan Cardoso (PP) em entrevista à Sagres 730 nesta segunda-feira (17). “O problema do país não é só a previdência. A dívida interna do país subiu de R$ 1,7 trilhão em 2008 para R$ 5,8 trilhões em março deste ano. Por isso apresentei e a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou requerimento convocado o Ministério da Economia para explicar o crescimento dessa dívida”, disse.
Segundo o senador, a dívida interna cresce exponencialmente. “O problema é que ela consome todos os recursos.” Para exemplificar, ele informa que em 2018 o governo pagou R$ 279 bilhões de juros desta dívida e, ainda assim, ela aumentou em R$ 500 bilhões. O senador diz que não vê a equipe econômica do governo preocupada com esse problema. “Paulo Guedes diz que é este é o segundo maior problema do País. Para ele, a previdência é o primeiro. E não é. O primeiro é a dívida interna, o segundo, a reforma tributária, que come dinheiro do trabalhador e impede investimento, e, por fim, a reforma da previdência.
Vanderlan considera que o governo tem de buscar meios de pagar essa dívida para controlar seu déficit. Ele acha que o governo deve enfrentar assuntos que são tabus em Brasília, como discutir essa dívida interna, a remuneração diária que o Banco Central paga aos bancos pela parte de recursos captados que fica me depósito bancário e também a não cobrança de impostos dos bancos.
O senador acha que sem receber remuneração pelos depósitos em conta, os bancos ofereciam esse recurso para empréstimos, aumentando o volume de crédito e, consequentemente, reduzindo os juros cobrados do público. Sobre cobrança de impostos dos bancos, incluída no relatório da reforma da previdência, ele afirma: “O trabalhador paga INSS e tem imposto de renda retido na fonte. As empresas e empresários pagam imposto, por que só os bancos não pagam?”
Decreto de armas
O senador Vanderlan aposta que Senado vai aprovar nesta terça-feira (17) o decreto do presidente Jair Bolsonaro que flexibiliza a posse de armas. O parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana passada derrubou o decreto do presidente, mas ele prevê que o plenário vai reverter a decisão anterior.
O senador goiano é favorável à posse de arma, mas discordava do decreto anterior, especialmente porque ele permitia aquisição de armas pesadas pelo cidadão comum. Todavia, ele considera positivas as mudanças realizadas pelo segundo decreto. Segundo ele, o parecer do senador Randolfe Rodrigues (PSB/AP) foi aprovado pela CCJ porque não havia os 30 membros na comissão e porque faltou articulação do governo.
Confira análise de Cileide Alves no programa Sinal Aberto desta segunda-feira (17)
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