O presidente Jair Bolsonaro decidiu nomear o deputado Ricardo Barros (PP-PR), para ser líder do governo na Câmara no lugar do deputado Vítor Hugo (PSL-GO). Em entrevista à Sagres 730, nesta quinta-feira (13), Vitor Hugo disse que o governo está vivendo um novo momento e que vê a substituição com muita naturalidade.
“Eu sou pouco experiente na política, nunca fui candidato a nada antes ser sair a candidato a deputado federal, nunca assumido um cargo eletivo. Então eu tenho aprendido com quem tem mais experiência […] Ele está fazendo avaliações de cenário, em nenhum momento das conversas comigo ele externou qualquer decepção”, disse. “Pelo contrário, eu falei com o presidente se houve algum problema eu peço desculpas e ele disse que não houve nenhum problema e que é um novo momento. Eu vejo isso com muita naturalidade”, completou o deputado.
O novo líder do governo na Câmara, faz parte do Centrão, bloco informal de centro e direita que tem se aproximado do governo em troca de cargos. Ricardo Barros foi Ministro da Saúde no governo Michel Temer, e ocupou cargos de liderança nos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
De acordo com Vitor Hugo, os partidos não estavam acostumados a lidar com um governo que não tinha ansiedade para compor uma base no primeiro momento. “O governo não queria ter uma base, mas é impossível não se relacionar com o parlamento, o governo precisa ter essa relação”, disse. “E agora ficou claro (que o governo quer ter base), a partir de janeiro e fevereiro desse ano, de modo especial por causa da covid-19, em que o governo precisou dar respostas mais claras, eficazes e oportunas, o presidente tomou a decisão de ter uma base”, completou.
Vítor Hugo ressaltou que continuará sendo da base do governo Bolsonaro e afirmou que vai focar nas atividades parlamentares. “No meu caso particular, que fui escalado como líder do governo antes de assumir o cargo de deputado federal, eu também me senti em dívida com estado de Goiás, eu preciso fazer o trabalho normal que um deputado federal faz de representação, de trazer recursos, de levar demandas para o governo federal. Era algo que eu fazia, mas que certamente, em função da liderança do governo que sugava 95% de energia e tempo, agora vou ter mais chances de voltar”, disse.








