“Pelas informações que tenho, isso poderia resultar em um comprometimento muito grande da receita com o pagamento das parcelas desse endividamento novo”, argumentou.
O candidato peessedebista defende que seria interessante esperar o próximo governo para finalizar a negociação envolvendo a estatal. “Porque não aguardar o próximo governo e chamar os candidatos para uma discussão transparente. Fica pairando muita dúvida em relação ao empréstimo”, afirmou.
RESPOSTA DE ALCIDES
O tucano já havia sugerido anteriormente que os governadoriáveis fossem chamados para discutir esta negociação e na ocasião, o governador Alcides Rodrigues se posicionou.
Ele reiterou que a questão deve ser debatida envolvendo toda a sociedade e reiterou que fórum que representa os cidadãos é a Assembléia Legislativa. “É o lugar ideal e adequado, se um ou outro quiser opinar”.
Segundo o governador, a polêmica em torno do crescimento da dívida do Estado está fora de foco. De acordo com ele, a negociação vai alongar o prazo de financiamento da dúvida e garante que as conversações com o governo federal foram aceleradas.
“O Estado não estará contraindo novas dívidas. Pelo contrário, estará alongando uma dívida existente através desse empréstimo que será direcionado para saldar dívidas com fornecedores e com o próprio sistema para solucionar esse problema que está afligindo a todos”, reiterou.
CARLOS SILVA: “DISPOSIÇÃO“
Em entrevista ao JORNAL 730 nesta quarta-feira, o presidente da CELG, Carlos Silva, também comentou a questão. Ele destacou o empenho que tem sido empreendido pelo governo estadual para resolver a questão e criticou a proposta do candidato ao governo do PSDB.
“O senador precisa parar de interferir no andamento do governo e tentar minar o esforço conjunto que todos estão fazendo para salvar essa companhia. Esse esforço deveria vir desde o ano 2000, quando foi assinado o contrato de renovação da concessão da CELG e nada foi feito”, disse.
“O governo tem agido com responsabilidade, parcimônia e critério. Desde quando foi assinado o contrato de concessão, as obrigações regulatórias não foram cumpridas e culminou no ano de 2006 na ação de inadimplamento da companhia, que levou que a receita ficasse estagnada e a despesa sempre crescente”, relatou ainda.
Para ele, a situação da estatal não pode ser tratada com adiamento. Ele destacou ainda que a dívida da estatal existe e o esforço é para mudar o perfil e alongá-la, o que irá permitir o resstabelecimento do fluxo normal da empresa.
“Poderemos suprir a expectativa dos 246 municípios do estado de Goiás e já dará uma folga muito grande para que o Estado, cresça, desenvolva e atenda as demandas reprimidas”, complementou.










