Presidente Marcelo Almeida participa dos Debates Esportivos na Sagres 730 (Foto: Sagres On)

A eliminação na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior não foi bem digerida pela diretoria do Goiás. Em entrevista à Sagres 730, no programa Debates Esportivos, o presidente Marcelo Almeida disse que ficou muito “insatisfeito” com a participação da equipe e que vai se reunir com o diretor das categorias de base, Osmar Lucindo, para cobrar explicações sobre a queda precoce na competição.

“Fiquei muito insatisfeito e todos da diretoria ficaram. O Goiás merecia muito mais. Ainda não tive tempo para discutir se os erros, se tiveram, foram de A, B ou C. O Osmar (Lucindo), nosso diretor da base, chegou e já viajou para a Copa Votorantim. Eu quero me reunir e ouvir Osmar. Ele é um cara que entende muito de base. Com certeza vou ter muito a ouvir do Osmar, ele vai tentar me dar as devidas explicações porque nós temos uma estrutura extremamente robusta para oferecer para as nossas categorias de base”, disse o dirigente.

A participação do Goiás na Copinha era cercada de muita expectativa pelos resultados no último ano. O time foi campeão invicto do Campeonato Goiano e também conquistou a Copa Goiás FGF.

“Não fiquei satisfeito. Pelo que a gente propõe em estrutura, eu gostaria de chegar mais na frente, como fizemos no ano passado. Terminar a primeira fase em primeiro foi tudo bem, mas perder logo depois na primeira fase não. Eu fiquei extremamente chateado”, completou Marcelo Almeida.

Além de mostrar a sua insatisfação sobre as categorias de base, o presidente Marcelo Almeida também destrinchou a situação do Estádio Serra Dourada, desejo de jogar os clássicos na Serrinha, colocou um ponto final na negociação com Rossi e disse que ainda sonha com a contratação de Copete.

ENTREVISTA MARCELO ALMEIDA NOS DEBATES ESPORTIVOS

COPETE

“Sobre o Copete, não depende só da gente. O Sampaoli tem travado uma guerra com a diretoria do Santos pedindo contratação e nenhum chegou ao contento dele. Parece que teve até divergência entre eles. O que a gente ouve é que ele não vai liberar ninguém até a chegada de alguém para repor essa peça; Fica essa guerrinha sendo trave. O nosso interesse tem, mas antes de fechar uma negociação financeira, precisamos da liberação do Santos, algo que ainda não saiu”.

ROSSI

Na medicina existe um termo que se chaam patognomônico. É uma expressão de algo claro, específico. A gente começa a negociar com um jogador, liga e recebe ligação. De repente, quando a coisa começa a evoluir, o cara não atende. Depois a gente liga de novo e ele não atende. Liga para o empresário e ele também não atende. Quando acontece, isso é patognomônico. Fizemos várias ligações e o Rossi desapareceu”.

EXPLICAÇÃO PELOS CONTRATOS CURTOS

O futebol é uma aposta. Quando se faz um contrato de um ano, você tem de cumprir o contrato. Se fizer por dois, tem de cumprir por dois. Nós vivemos um momento perigoso. Na Série A, temos um recurso X. Se acontecer uma catástrofe, que eu acredito que não acontecerá, mas tenho de trabalhar com a realidade. Se acontecer a catástrofe e não seguirmos na Série A, teremos jogadores com uma faixa salarial acima do padrão e nós ganhando um valor de Série B, que é um sexto ou um sétimo da quantia de hoje. Eu confio no nosso time, mas você tem de desconfiar. Algumas vezes no passado, o Goiás contratou jogadores com prazo longo e o jogador não rendeu nada. Por isso que te digo que é uma aposta. Eu não sou jogador, mas acho arriscado ir para o cassino e jogar todas as suas fichas. Eu sou conservador. Lá na frente, posso me arrepender. Pode ser o Loyola ou o Marlone arrebente. Mas como estamos voltando para a Série A agora, temos de pensar a curto prazo.

APOSTA EM MEDALHÕES

Nosso objetivo não é contratar A ou B. É contratar um time de futebol. Às vezes, o clube faz umas loucuras contratando uma figura ou outra, você percebe lá na frente que não deu liga. No Goiás, nós queremos um time. Não tivemos uma contratação bombástica, mas tivemos contratação de jogadores de extrema qualidade. Eu vejo nos treinos que o Goiás contratou figuras que tem um toque de bola diferenciado. Não fizemos contratação bombástica e nem sei se faremos. Bombástico tem de ser ali dentro de campo, com aquele jogador que dá a vida e resolve jogo.

CLÁSSICOS NA SERRINHA

Nós temos o estádio Serra Dourada, magnífico estádio, que tem uma história muito grande. Mas para quem teve a oportunidade de visitá-lo recentemente, percebe-se que a estrutura está muito deteriorada. , que o gramado está com a qualidade comprometida, os vestiários e os banheiros públicos também. Queremos sempre melhorar o conforto para o nosso cliente, para o nosso torcedor, mas o estádio não oferece essa estrutura. Pensamos mandar os clássicos nas nossas casas. A conversa é muito embrionária, não depende só de mim. Depende de um acordo entre os clubes e também de uma conversa com Ministério Público e a Polícia Militar. Não é uma decisão simples, mas o discurso já foi iniciado.

SERRA DOURADA ABANDONADO

Essa preocupação eu já tinha desde o ano passado, antes mesmo do acesso para a Série A. Eu pensava como recepcionar os grandes clubes do futebol nacional e eu não vou poder dar o conforto devido aos clubes. A preocupação vem lá de trás e esse ano aumentou mais ainda depois que eu vi a estrutura ficou pior ainda em relação ao ano passado. Para o Flamengo, ele não vai ver a imagem do estado. Ele vai relacionar é ao Goiás Esporte Clube. É ruim não só para nós, mas também para o governo do estado de Goiás. 

 

Ouça na íntegra a entrevista de Marcelo Almeida na Sagres 730

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