Um vídeo de uma pessoa famosa dizendo algo que nunca falou. Um áudio que parece verdadeiro, mas nunca foi gravado. Uma imagem criada por inteligência artificial que parece uma fotografia real. Com o avanço da tecnologia, identificar o que é verdadeiro e o que foi manipulado virou um novo desafio para quem vive conectado.

Esse é o universo das deepfakes, conteúdos criados ou alterados com o uso de inteligência artificial que conseguem reproduzir rostos, vozes e situações que nunca aconteceram. O assunto ganhou ainda mais atenção porque essas ferramentas ficaram mais acessíveis e passaram a fazer parte da rotina digital.

Para explicar como essa tecnologia funciona e quais cuidados são necessários, o Ser Goiás na TV conversou com Raniê Solarevisky, coordenador do Nodus UFG, laboratório de pesquisa dedicado ao estudo dos espaços de mediação, informação e jornalismo digitais.

Assista à entrevista

Fake news e deepfake não são a mesma coisa

Apesar de muitas vezes aparecerem juntas nas discussões sobre desinformação, fake news e deepfakes têm diferenças importantes.

A fake news está relacionada à divulgação de informações falsas ou enganosas. Já a deepfake utiliza recursos de inteligência artificial para criar ou modificar conteúdos, como vídeos, imagens e áudios, fazendo parecer que uma pessoa disse ou fez algo que nunca aconteceu.

Segundo Raniê Solarevisky, entender essa diferença é o primeiro passo para desenvolver uma relação mais crítica com aquilo que circula na internet.

“Hoje, a inteligência artificial permite produzir conteúdos muito convincentes. Por isso, o desafio não é apenas tecnológico, mas também de educação e de comportamento das pessoas na internet”, explica.

Como desconfiar de um conteúdo manipulado?

Vídeos e áudios produzidos por inteligência artificial estão cada vez mais realistas, mas alguns sinais podem ajudar a identificar possíveis manipulações.

Alterações estranhas em movimentos, falas sem contexto, informações sem fonte confiável ou conteúdos que provocam uma reação imediata podem ser sinais de alerta.

Antes de compartilhar, especialistas recomendam atitudes simples: verificar quem publicou, procurar outras fontes e entender o contexto daquela informação.

Educação digital ajuda a combater a desinformação

Com jovens cada vez mais presentes nas redes sociais, desenvolver um olhar crítico diante dos conteúdos digitais se tornou uma habilidade importante.

Mais do que saber usar aplicativos e plataformas, o letramento digital envolve compreender como as informações são produzidas, compartilhadas e utilizadas.

Para Raniê, combater a circulação de conteúdos falsos passa por hábitos simples no dia a dia: questionar, pesquisar e evitar o compartilhamento impulsivo.

Em um cenário em que a tecnologia consegue criar imagens, vozes e vídeos cada vez mais convincentes, saber interpretar informações também faz parte da formação cidadã.

SER Goiás na TV

O SER Goiás na TV é um programa educativo diário produzido pela Fundação Sagres, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc-GO), que amplia a experiência da sala de aula por meio da televisão ao integrar comunicação e educação.

O programa aborda o reforço escolar, a recomposição das aprendizagens e os desafios contemporâneos da educação básica, oferecendo conteúdo construtivo, instrucional e orientador para estudantes, famílias e comunidade, com entrevistas, videoaulas e diretrizes pedagógicas alinhadas às políticas educacionais, em consonância com o ODS 4 – Educação de Qualidade, da Organização das Nações Unidas, reafirmando o compromisso com uma aprendizagem inclusiva, equitativa e transformadora. Todos os dias, uma edição inédita, a partir das 14h, na Demà Sagres TV.

Leia mais sobre o SER Goiás na TV

Além da senha: como a autenticação de dois fatores ajuda a proteger sua vida digital?

Óculos de realidade virtual amplia experiências de aprendizagem

Xadrez desafia estudantes a criar estratégias e tomar decisões