(Foto: Divulgação / Agência Brasil)

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A produção industrial de Goiás cresceu 2,9% no ano de 2019, enquanto no Brasil, o resultado foi de queda em1,1%. É o terceiro maior crescimento entre 15 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Sagres 730 entrevistou o chefe do IBGE em Goiás, Edson Roberto Vieira, para conversar sobre os números da indústria no Estado. Edson explicou que para analisar completamente esse crescimento, é importante considerar a base de 2018, que teve queda de quase 5%. É por isso, que mesmo com o número positivo em 2019, Goiás continua abaixo do nível de 2017.

A indústria automobilística no Estado foi a que apresentou maior taxa de crescimento de produção no ano passado, segundo o IBGE: aumento de 19,2% sobre o resultado de 2018, um dos piores anos para o setor. Produtos químicos (aumento de 6,7%) e combustíveis (6,4%), especialmente etanol, tiveram em seguida os melhores desempenhos industriais. Os produtos alimentícios também registraram aumento (1,8%). “Goiás teve o credenciamento de frigoríficos para exportação para China, ocorrido no ano passado e uma das explicações pro crescimento desse setor está justamente nas exportações de carne pra China”.

Nos últimos quatro meses do ano passado, entre altos e baixos, a produção industrial em Goiás acumulou redução de 0,53%, encerrando 2019 com tendência de desaceleração puxada pelas indústrias de extração mineral (amianto, destacadamente), alimentos, biocombustíveis e de medicamentos. O setor chegou a experimentar um salto de 5,3% na passagem de setembro para outubro, mas sofreu perdas de 4,3% em novembro e de 1,5% em dezembro, sempre em relação ao mês imediatamente anterior. Para agravar, o dado de novembro foi revisado para baixo pelo IBGE. A pesquisa divulgada em janeiro, referente aos resultados da produção industrial em novembro, apontava uma redução de 2,1% em Goiás. A retração agora atualizada atingiu 4,3%.

O chefe do IBGE em Goiás Edson Roberto Vieira afirmou que o ano de 2020, começa de maneira semelhante ao início de 2019, em relação à economia de uma maneira geral, com uma expectativa de crescimento de mais 2%. “Tudo indica que a economia brasileira no passado cresceu pouco mais de 1% como aconteceu em 2017 e 2018. Vamos ver como as coisas vão acontecer este ano”, declara.

Assista ao Manhã Sagres:

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