Foto: Ruben Salomão/SagreOn
A Comissão de Finanças da Câmara dos Vereadores analisou as contas de 2014 do ex-prefeito de Goiânia, Paulo Garcia. Com auxílio do Tribunal de Contas e do Ministério Público de Contas, o relator, vereador Lucas Kitão (PSL), examinou e decidiu endossar os documentos apresentados.
Paulo Garcia assumiu a prefeitura de Goiânia em 2010, logo após a renúncia de Iris Rezende. Em 2012 foi reeleito e ficou no cargo até 2016. O ex-prefeito morreu no dia 30 de junho de 2017, vítima de um infarto fulminante.
Nesta terça-feira (11), a comissão de finanças da Câmara Municipal decidiu analisar as contas da gestão de Paulo Garcia de 2014. “Vários fatores chamou a atenção para reprovar as contas do Paulo Garcia. Não existe um fato isolado”, diz o relator da comissão, vereador Lucas Kitão. Segundo ele, o Tribunal de Contas e do Ministério Público de Contas foi o responsável por fazer todo levantamento das contas necessárias para a comissão.
“Na verdade eu fiz uma análise técnica. Segui o que foi levantado pelo Tribunal de Contas e do Ministério Público de Contas. Foram várias questões, balancetes, prestações de contas, cumprimento de veiculações institucionais. É uma série de cálculos que são feitos por técnicos. Eles fazem vários cálculos levando em conta a arrecadação o cumprimento de veiculações constitucionais e outras questões”, explica Lucas Kitão.
O voto do de Lucas Kuitão não foi acompanhado pelos outros integrantes da comissão de finanças, por isso o presidente da comissão, vereador Clécio Alves (MDB), encaminhou o projeto para análise no plenário. Ele também reforçou que, assim como na comissão, no plenário a decisão dos vereadores prevalecerá.
“Vai valer o que o poder legislativo decidir. Mesmo que tenham pareceres técnicos, da forma que foi feito, a palavra final cabe aos vereadores. E isso será feito nos próximos dias”, ressaltou Clécio Alves.
Segundo Clécio, com a morte do ex-prefeito Paulo Garcia, caso a Câmara decida negar as contas em discussão, quem responderá pelos atos do ex-prefeito será a viúva Tereza Beiler. “Como o ex-prefeito Paulo Garcia faleceu, quem vai responder pelo seu atos é o espólio. No caso dele a esposa dele, a viúva. Ela vai responder com os bens que ele tem, que, naturalmente serão bloqueados”, explica.
Na opinião de Clécio Alves, embora Paulo Garcia esteja penalizado pelas contas, a responsabilidade não era dele. “Ele estava pagando conta que não era dele. Ex-secretários dele, como o ex-secretário de finança, Jeovalter Correia, o convenceu a puxar para ele responsabilidades que seria do secretário”, defende.
“Ele que fez uma coisa que não deveria, buscar para ele o que era responsabilidade de outros. Eu entendo que é lamentável, mas não tem como mudar isso agora. E a Câmara é quem dará a palavra final”, lamenta.
Na próxima semana as contas de 2013 devem entrar na pauta da comissão de finanças, também para análise.
*Com reportagem de Rafael Bessa







