Uma das revelações do Campeonato Goiano neste ano vem de Boa Vista, Roraima. Com apenas 20 anos, o meia Felipe Brisola tem sido o símbolo de técnica e velocidade na Anapolina. Com uma maturidade pouco comum entre os “boleiros”, o jovem já vive a expectativa das fases finais do Goianão, e garante que a rubra tem força o bastante para levar o título.
“O grupo da Anapolina é um grupo muito bom, não tem vaidade, a gente que a mesma coisa, que é ser campeão, estamos todos focados, e isso é muito bom”, afirmou o jogador, em entrevista ao repórter da RÁDIO 730, Vinícius Moura. Em busca do que seria o primeiro título estadual da xata, Felipe Brisola ressaltou a importância que teria a conquista para o clube, e também para o atual elenco alvirrubro.
“A gente sabe que a Anapolina nunca ganhou um título, e isso dá mais motivação para o nosso grupo. Vamos entra na história, daqui a 30, 40 anos, todos iam lembrar dos jogadores. Agora se ficar pelo caminho ninguém vai lembrar”, disse o meia, que está no páreo para levar o carro que será dado pela RÁDIO 730 ao melhor jogador do campeonato. “Eu sei que eu tenho responsabilidade como qualquer um aqui, no campeonato que a gente está jogando, estamos valorizados agora, a gente sabe que as semifinais do Goiano não é pra qualquer um “, acrescentou.
Carreira
Felipe começou jogando futsal, ainda em Boa Vista, quando foi fazer um teste no Juventude-RS, em 2008. No alviverde de Caxias do Sul que o jovem começou a carreira, passando depois por Inter de Santa Maria-RS, até chegar na Anapolina em 2009, ainda para atuar nas categorias de base. No ano passado o meia foi emprestado ao Goiatuba, para disputar a terceira divisão goiana, em uma fase difícil da sua carreira como jogador.
“O futebol da terceira divisão é complicado, o cara tem que ter força de vontade, determinação para continuar aqui, mas tem que trabalhar, não tem que ficar parado”, declarou. De volta à Anapolina, Felipe firmou contrato com a rubra até o início de 2016. Ele mora na concentração do clube, e faz questão sempre de ouvir a voz dos jogadores mais experientes do grupo da rubra.
“Eles me tratam muito bem, graças a Deus, e eles me aconselham bastante, o Gatti, o Bem-Hur, eles conversam bastante comigo, e eu tento sugar o máximo de experiência possível que eu posso, que seja pro meu benefício, e graças a Deus a gente tem uma boa relação”, comentou o jovem meia.
Futuro
Ainda começando a aventura pelo futebol profissional, Felipe não esconde que tem ambições e pretende atingir algo maior na carreira. Entretanto, ele prefere não citar nenhum clube que gostaria de atuar. “Eu não tenho preferência por time, mas o jogador sempre almeja algo melhor para ele, procura trabalhar bem para estar buscando coisas melhores, e se Deus quiser vai aparecer”, analisou.
Flamenguista assumido, Felipe admite que jogar pelo rubro-negro carioca seria um sonho realizado. “Minha família inteira é flamenguista, eu fui no mesmo caminho”, revelou. Felipe garante que ainda não foi procurado por nenhum clube oficialmente, inclusive os três grandes times da capital, mas sabe que essa é uma possibilidade.
“Sempre tem quando um jogador está se destacando, está fazendo um bom trabalho, o clube está bem, mas graças a Deus eu tenho uma boa base. Meu pai me ajuda, meu pai tem instrução para esta cuidando dos meus interesses, e ele me blinda bastante”, revelou ele, que tem como agente o próprio pai, que dá toda a assistência necessária, mesmo morando em Boa Vista. “Graças a Deus fui criado num ambiente familiar muito bom, e isso me ajuda bastante a tomar as decisões corretas aqui e profissionalmente”, ressaltou.












