A mobilização da campanha nacional “Criança não é de rua” é realizada anualmente no período da páscoa.

O objetivo é reafirmar perante a comunidade, a sociedade civil organizada e o poder público a responsabilidade quanto ao direito que criança e adolescentes tenham a convivência familiar e comunitária.

Hoje, segundo o coordenador do Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Eduardo Mota, existem em Goiânia cerca de 1.200 jovens em situação de rua.

“Todas essas crianças têm família, e infelizmente o vínculo com a escola, com a comunidade e a família vai sendo quebrado ao longo desse tempo, seja pela dificuldade dela permanecer no espaço da escola, pela má qualidade da educação, elas vão se afastando da comunidade permanecendo cada vez mais nas regiões centrais da cidade, em condição de moradia de rua”, declara.

Para Eduardo, falta empenho do poder público para resolver a questão dos menores sobre a situação de rua.

“A existência de crianças e adolescentes em situação de rua é reflexo da inexistência das políticas públicas, como o caso de Goiânia. A quantidade de vagas deficitárias nos Cmeis. Os Centros Municipais de Educação Infantil são insuficientes para a quantidade de mães que procuram cotidianamente esse tipo de serviço”, afirma.

O acesso à cultura e a arte podem ser utilizados como método de trabalho viável para atendimento a crianças e adolescentes, conforme afirma o coordenador.

“Os equipamentos devem ser em quantidade suficiente para atendimento dessas crianças e adolescentes”.