Diante da discussão sobre a possibilidade da fusão entre PSDB e DEM, e das posições favoráveis de muitos representantes das duas legendas, o presidente do Democratas em Goiás, Ronaldo Caiado, tratou de afastar veementemente a união. Segundo ele, não há motivos para que isso ocorra, e o DEM deve se preocupar em se fortalecer para as próximas eleições.

“Esqueçam. Não vai acontecer. Isso não existe. O partido vai continuar tranquilamente, como Democratas, com aquele grupo da resistência democrática no Brasil, nós temos os melhores quadros, isso em nada nos atacou, nós continuaremos com o mesmo tempo de rádio e televisão, com a mesma condição de fazer oposição no Congresso Nacional, e com os melhores nomes para disputarmos as eleições de 2012 e 2014”, garantiu.

“Seguiremos a nossa trajetória como um partido de resistência democrática no Brasil. Nada de fusão”, complementou. O deputado citou o exemplo do PMDB, que também já teve momentos em que foi cogitada sua extinção, o que não ocorreu. “Já teve um momento em que o PMDB se reuniu para se auto-extinguir? E que depois na outra eleição ganhou 26 governadores de 27? Isso é um momento cíclico”, lembrou.

“A oposição brasileira é menor que a venezuelana e a boliviana”

Ao recusar a união entre PSDB e DEM, Ronaldo Caiado reforçou o papel dos dois partidos, principalmente de sua legenda, como oposição do governo Dilma. Caiado defendeu a manutenção das duas legendas como foco de resistência política em um ambiente, que segundo ele, tem a oposição enfraquecida.

“Esse é o momento em que a imprensa devia estar enaltecendo esse momento onde o governo, com a máquina, está destruindo as oposições no país. Mas nós continuaremos, nós seremos um grupo de resistência. A oposição brasileira é menor que a venezuelana e a boliviana. Veja a que ponto nós chegamos”, analisou o deputado.

“Se as pessoas não tiverem consciência daquilo que eles são, a sociedade vai julgar, agora tem o voto de castigo. A sociedade está observando tudo isso, quem é fisiológico, quem é oportunista. Agora quem mantém a coerência, quem mantém a firmeza, quem hoje discute para que a gente possa mostrar e levar esse clamor ao Congresso Nacional com a questão da saúde, do desemprego, da situação da Pretrobras nos impondo preços exorbitantes na gasolina, a situação do Crack, quem é que vai fazer essa função no Congresso Nacional, não é a oposição?“, finalizou.