O motivo do protesto foi a decisão do juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia, Ari Ferreira de Queiroz, que determinou o afastamento imediato de cerca de 4.000 concursados neste certame e em outros três, que é a Secretaria da Saúde, Polícia Técnico-Científica, e Corpo de Bombeiros.
A educadora Ludmila Silva Guimarães fez um apelo quanto à situação dos servidores, justificando a paralisação.
“Decidimos que paralisaríamos todas as atividades, e estamos deixando nossos adolescentes sem atendimento, mas com o intuito de trazer uma reinserção e educação para aqueles que estão privados de liberdade em virtude de um ato infracional. O Estado precisa de cada um que está aqui, e temos poucos funcionários”, relata.
Na última sexta-feira, o procurador geral do Estado, Ronald Bicca, informou que pedirá ação na justiça quanto à decisão do juiz Ari Ferreira de Queiroz, para obter a suspensão deste ato judicial.Ronald Bicca acredita que os concursados aprovados não deixarão seus postos de trabalho.
“O juiz só pode exigir uma execução imediata de uma sentença quando contraria o interesse público. Nesse caso o interesse público é pela continuidade do serviço público, indo ao contrário do que foi decidido pelo juiz”.
Segundo ele, não há como afastar 4.000 servidores, garantindo que eles vão continuar.
Nesta segunda-feira (09) está prevista para ocorrer uma reunião mensal de direitos humanos, cidadania e legislação participativa na Assembleia Legislativa de Goiás.
Os concursados pretendem realizar nova mobilização.







