O aumento da passagem do Transporte Coletivo na região metropolitana de Goiânia, de R$2, 25 para R$ 2,50, ainda não foi bem assimilado pelo usuário do serviço. O cidadão começou a pagar mais caro desde o último sábado (21) e as motivações do reajuste ainda estão sendo discutidas por membros da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC).

O deputado estadual Francisco Júnior aponta a necessidade de se criar um fundo para subsidiar aumentos nos valores das tarifas. “Havendo a necessidade do aumento, esse fundo impediria que os recursos saíssem de quem mais precisa, que é o usuáriomais carente. Podemos utilizar por exemplo parte da receita de estacionamentos em Goiânia e eu acho que seria muito justo para subsidiar isto”, defende.

Caso a ideia do fundo seja aprovada pela CDTC, o parlamentar informa que não valeria de imediato. “Nada disso serve pra agora porque este aumento é referente aos dois anos que se passaram desde o último reajuste, em 2009”.

O presidente da Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo, José Carlos Xavier – Grafite – aprova a ideia e destaca que é importante discutir este tipo de alternativa, sobretudo para viabilizar benefícios como passe livre para idosos e meia passagem para estudantes.

“Essa proposta surge na Câmara e vem concatenada com uma constatação de que qualquer benefício não pode ser absorvido pelos usuários do sistema, o que é a realidade hoje”, concluiu.