O Atlético conheceu neste domingo a primeira derrota no Campeonato Brasileiro da Série A. Surpresa? Nenhuma. Preocupação? Claro. No post anterior eu destaquei a importância de conquistar pontos neste início de competição quando as equipes estão se organizando, contratando ou envolvidas em outras competições. E me chamava a atenção ver o time jogando no estádio Serra Dourada com a obrigação de sair mais para o jogo.
Como eu já esperava, o Atlético se apresentou como em Curitiba. Marcação forte e eficiente, poucos espaços ao adversário e saídas controladas ao ataque. Ou seja, não parecia estar jogando em casa, muito menos que o Serra Dourada poderia ser a nova arma do time goiano na disputa do campeonato nacional.
Faltou mobilidade, agilidade e velocidade para sair ao ataque, o Fluminense, que fez o gol e se encolheu, não sofreu nenhum tipo de pressão, sufoco ou coisa parecida. Hoje, o Atlético tem sete jogadores com objetivo principal de marcação e quatro para vocação maior para o ataque, já que no momento, os laterais tem função defensiva maior.
Para fortalecer os artifícios ofensivos, enquanto Juninho se recupera, eu apostaria em um esquema com Vitor Jr e Brisola podendo sacar um volante ou até mesmo um atacante. Defensivamente o comportamento do time foi bom, exceto pelo vacilo no único gol do jogo. O ataque foi a parte mais tímida do duelo de domingo.
Quanto ao adversário, que me perdoem os companheiros de imprensa que ainda tentaram aliviar a derrota como sendo para o atual campeão brasileiro. O Fluminense nem de longe é o mesmo time que brilhou no ano passado. Diga-se de passagem com, praticamente, o mesmo elenco de 2010. Vive dos lampejos do Conca e Deco que são excelentes jogadores e da inspiração do Fred. Um time muito comum neste início de Brasileirão, de repente com a chegada de Abel Braga, o time possa crescer taticamente.
NOS OUTROS JOGOS
O Botafogo mantém a cautela e está jogando igual ao Atlético-GO, segurar para depois atacar. O time misto do Santos conseguiu equilibrar a partida e vacilou numa jogada de escanteio.
No Beira-Rio, o Inter perdeu para o Ceará e manteve o mesmo ritmo de alguns jogos, muita passividade e pouca eficiência. Falcão já é o primeiro técnico a balançar no Brasileirão. Iarley fez o gol e foi bastante aplaudido pelo torcedor colorado.
O Avaí está vivendo o que o Atlético-GO viveu no ano passado. Foi até a semifinal da Copa do Brasil, foi eliminado, acusou o golpe e começa mal o Brasileirão. Dentro de campo, os catarinos nem de longe são os mesmo do torneio mata-mata. Já pelo Galo, mais um início bom do Atlético e do Dorival. Resta-nos saber até quando vai este fôlego.
No jogo com mais gols até agora, o maior público com mais de 32 mil torcedor no estádio. O Bahia está arriscando alto para permanecer na Série A com a contratação de Ricardinho e Carlos Alberto e o desejo por Fernandão. Só o estádio cheio já vale a presença do tricolor de aço na elite. Com uma fórmula interessante: O psicólogo René Simões com a experiência de veteranos e promessas que buscam a ascensão depois de grandes obstáculos.
Embora tenha perdido para o Corinthians, o time reserva do Coritiba deu trabalho e este aí é um time que vai dar conta de mudar a situação inicial no Brasileirão após o fim da Copa do Brasil. Ao final do jogo, o meia Danilo confirmou a possibilidade de trocar o Timão pelo Inter. Andrezinho iria para a equipe paulista.
Atlético-PR e América-MG apresentaram muito pouco. O Furacão ainda é brisa e nem de longe assusta e o coelho contou com a sorte no primeiro jogo e pouco ofendeu o time reserva do Vasco.











