Professores que atuam na rede estadual de ensino realizaram assembleia para discutir problemas que estão enfrentando como não recebimento do piso nacional, e o parcelamento dos vencimentos mensais.

 

Além disso, os trabalhadores da educação pedem o cumprimento da data base, e reajuste para funcionários administrativos.

A professora Sirlene Alves dos Santos relata a necessidade de uma maior atenção por parte do governo de Goiás. Ela argumenta que é grande a responsabilidade dos educadores e faltam condições de trabalho.

“Quem conhece a história da educação, sabe que a gente está chegando numa situação limite, sem a menor condição. Não nos dão as condições necessárias, principalmente a questão salarial, seguida das condições de trabalho, com salas super lotadas, carga horária muito grande, e fica impossível de ministrar uma aula de qualidade e buscar mecanismos para fazer diferente”.

A situação mais grave é em relação aos funcionários administrativos. De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Goiás, existem servidores que recebem menos de um salário mínimo.

A agente administrativa Sônia Maria Alves Faria faz um apelo aos responsáveis pela educação no Estado, e descreve o constrangimento que está sofrendo.

“Queria saber se o governo viveria com esse salário nosso, devia ter dó da gente. É uma vergonha para eles e para nós. Eu ia para supermercado fazer uma compra e hoje não dá. Tem aluguel, tem farmácia, o Ipasgo está uma vergonha, pois deveria ter um pouco de sensibilidade”, reclama.

A diretora do Sintego e presidente da Central Única dos Trabalhadores em Goiás (CUT-GO) Bia de Lima avalia as negociações que estão sendo feitas com os gestores do Estado.

“Nós tivemos uma audiência com o governador esta semana que foi bastante promissora. Nós acreditamos que o governador esteja interessado em melhorar a escola pública, e não dá para ficar no aguardo, pois já estamos no sexto mês do ano, e as medidas tomadas não vieram no sentido de ajudar a melhorar a escola pública”, declara.

A presidente do Sintego, Iêda Leal, aponta que além das reivindicações não terem sido atendidas, as condições de trabalho estão longe de ser satisfatórias.

“Com a questão da desvalorização dos trabalhadores administrativos, com a falta de concursos, e com as pessoas sendo retiradas dos locais que elas estão hoje para ajudar na gerência das escolas, nós estamos tendo dificuldade em trabalhar”.

Na próxima terça-feira (07) às 07h30 da manhã, está previsto para ocorrer uma audiência dos professores com o Conselho Estadual de Educação, e no período da tarde com o secretário Thiago Peixoto.

Caso não ocorra um avanço nas negociações, os trabalhadores pretendem ocupar a Secretaria de Educação, por tempo indeterminado, e no dia 28/06, os servidores querem fazer uma mobilização para definir se farão greve ou não.