Um dos primeiros reforços do Goiás para a Série B, o meia-atacante Elvis desembarcou em Goiânia com a missão de assumir a camisa 10 esmeraldina e liderar o time de volta à elite nacional. Experiente, o jogador de 31 anos já carregava no seu currículo acessos com Botafogo (2015) e Cuiabá (2020), e uma garantia de desempenho dentro da segunda divisão.
Apesar de algumas críticas recebidas, a certeza se concretizou. Capitão da equipe com Pintado, Marcelo Cabo e Glauber Ramos, Elvis se tornou a principal fonte criativa do Goiás. Em 35 partidas, foram três gols, incluindo o que abriu para a vitória do acesso em Campinas (SP), e 11 assistências – o melhor da competição no quesito.
Líder técnico esmeraldino, o meia também dominou diversas estatísticas neste Campeonato Brasileiro. As assistências foram frutos do jogador que mais deu passes para finalizações (114) e que mais criou chances claras (12). Dono da bola parada, liderou ainda o número de mais cruzamentos certos (83), além de mais passes certos no campo adversário (898) e no último terço (481).
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“Muitos torcedores fizeram várias críticas ao futebol desempenhado por ele, principalmente no primeiro tempo de alguns jogos, quando muitos falaram ‘que está fora de forma’. É o biotipo dele, fazer o quê? O Elvis é o jogador com mais assistências neste Campeonato Brasileiro, e uma assistência bem dada é tão importante quanto um gol marcado”, ressaltou Evandro Gomes.
De acordo com o comentarista, “é aquele jogador que joga com elegância, a cabeça erguida e passes longos. O Alef Manga que o diga, porque tem aproveitado muito bem esses lançamentos. Costumo dizer que, quando o Elvis acerta o jogo dele, é difícil o adversário segurar o meio-campo do Goiás. Um jogador super importante nessa campanha do Goiás”.
Já José Carlos Lopes ponderou que “o Elvis não foi aquele meia dos sonhos do time esmeraldino. O torcedor do Goiás já vibrou com outros meias muito mais importantes: Luvanor, Pastoril, Péricles, enfim, foram tantos os meias importantes na história. Mas ele entra para a galeria daqueles jogadores que ajudaram com assistências, e esse foi o diferencial do Elvis”.
“Um jogador que fez a diferença na bola parada e, com assistências, ajudou e muito o Goiás a chegar nessa condição de brigar pelo acesso. Os gols foram poucos, mas as assistências foram boas demais e ajudaram muito ao time do Goiás, então o Elvis também entra para a galeria dos grandes meias da história do Goiás”, finalizou.
André Isac lembrou de “quando anunciaram a contratação do Elvis. Principal virtude: assistências. Tinha feito não sei quantas na Série B do ano passado, quando subiu como o camisa 10 do Cuiabá. Inclusive, saiu como titular: o Goiás investiu e trouxe o jogador. E essa principal virtude anunciada foi confirmada. Quantos gols ele contribuiu, e isso significou quantos pontos? O Elvis tem uma responsabilidade direta e méritos totais nessa campanha”.








