O Ministério Público Estadual expediu uma recomendação à prefeitura de Goiânia, para que seja exonerado o atual presidente da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Mizair Lemes.
O promotor de justiça Fernando Krebs argumenta que Mizair foi condenado definitivamente por improbidade administrativa e, por isso, está com os direitos políticos suspensos, o que o impede de continuar em cargo público efetivo ou comissionado.
Mizair Lemes foi acusado de nepotismo e uso indevido de patrimônio público da Câmara Municipal, em 2005, quando ele exercia o primeiro mandato de vereador em Goiânia.
Ele afirmou em entrevista exclusiva que ainda não foi notificado do pedido do Ministério Público e que o cargo está à disposição.
“São pessoas irresponsáveis e eu não vivo de política. Se eu tiver que sair, não quero ser empecilho. Eu tenho que trabalhar em todos os lugares que estiver e não tenho problema. Eu não me envergonho e fui vítima de pessoas covardes e maldosas”, acusa.
O atual presidente da Amma alega que um ex-funcionário dele na Câmara foi o responsável pela denúncia que causou a condenação e se diz injustiçado.
“Fui injustiçado por pessoas que só queriam tirar proveito. Eu resolvi demitir uma pessoa e ela inventou todo o tipo de coisa ruim. Eu fui absolvido na primeira instância, mas essa pessoa alegou que meus assessores de gabinete tinham ido depor no carro oficial da Câmara e sem nenhuma prova eu fui condenado, perdendo os direitos políticos”.
A defesa de Mizair Lemes recorreu da decisão, mas o Supremo Tribunal Federal (STF), última instância da Justiça, decidiu manter a suspensão dos direitos políticos dele. Com base nisso, o Ministério Público pediu a exoneração de Mizair da presidência da Amma.
A prefeitura ainda vai analisar a recomendação.







