De acordo com o Jornal O Globo, a investigação da Polícia Federal reforça a suspeita de que ela pode estar entre os principais laranjas da organização criminosa comandada pelo ex-marido. Andréa Aprígio afirmou na CPI do Cachoeira que os bens que possui são frutos de suas atividades profissionais e da separação consensual de Carlinhos Cachoeira, em 2004. Mais uma evidência de que Andréa tem sido utilizada pelo bicheiro para esconder o patrimônio dele foi à transferência para o nome dela de 25 bens, que somam um total de R$ 5.311.795,29, feita em janeiro do ano passado.
A publicação afirma que esses bens estavam em nome do irmão de Andréa, Adriano Aprígio, e de sua então mulher, Suzany Lopes. Na lista, há desde ações do laboratório Vitapan, já comandado por Andréa, a concessões de rádio e TV, diversos imóveis, uma lancha e até participação em empresas em Buenos Aires — que totalizam R$ 3.305.210,00. Em interceptações telefônicas da Polícia Federal no ano passado, Cachoeira havia demonstrado preocupação com a anunciada separação de Adriano, justamente porque tinha bens em nome dele.
Segundo o Jornal Folha de São Paulo, a Polícia Federal descobriu que o empresário Carlinhos Cachoeira mantinha, até ser preso, ao menos cinco empresas de fachada no exterior. As informações sobre as empresas são de um relatório produzido pela PF no fim de março a partir da análise de mensagens encontradas no e-mail de Gleyb Ferreira da Cruz, auxiliar de Cachoeira. As firmas de fachada identificadas pela PF são a Keypointgroup, BRZ Organics, Expoflex Corporation, CR International Trade and Services e a Cinema Equipment & Supplies. A Folha informou ainda que não conseguiu localizar nesta quinta-feira (9) os advogados de Gleyb Cruz e de Carlinhos Cachoeira. Eles não têm comentado as acusações e suspeitas contra eles.
Com informações do Jornal O Globo e Folha de São Paulo.









