O Conselho superior do Governo do estado de Goiás se reuniu para discutir as demandas dos servidores públicos estaduais. As principais reivindicações são dos fiscais da Agrodefesa e dos agentes da Polícia Civil. As duas categorias mantêm o movimento de greve e buscam, principalmente, reposições salariais e melhor infraestrutura. No conselho superior é onde os pedidos são analisados por importantes órgãos gestores da administração, como a Controladoria-geral e as Secretarias da Fazenda e de Planejamento.

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Helder Valim, do PSDB, explicou que o Estado está decidido a não conceder aumentos salariais neste ano e que as negociações com as categorias devem continuar. “A greve é em busca de aumento salarial. O governo do estado e a Secretaria da Fazenda esta no limite legal da questão do pagamento aos funcionários do Estado. Vamos levar algumas sugestões ao governador, dentre elas, ações na folha de pagamento para minimizar esse valor. E também uma decisão de que esse ano não haverá mais nenhum aumento na folha, as discussões vão passar para 2013”, explicou.

O Conselho Superior vai propor ações de economia ao governador. Além disso, Helder Valim destaca que a proposta de bônus, que varia de 5 a 20 por cento dos vencimentos, continua mantida pelo estado. “A questão da produtividade é importante tanto para o funcionário público quanto para a sociedade que recebe o trabalho desses funcionários. A questão do aumento é uma a da produtividade é outra”, justificou.

Diante desta proposta e da impossibilidade do governo de conceder aumentos salariais neste ano, o Presidente do Sindicado dos Policiais civis, Silveira Alves, afirma que a categoria não tem alternativa, se não continuar a greve. “Dizer que não vai ter aumento e que não vai reajustar e dar a promoção também para os policiais civis é declarar a dificuldade da Segurança Pública no Estado. A categoria não vai aceitar e vai manter a greve por tempo indeterminado. Se o governo quer prolongar a greve ele vai prolongar. A expectativa é que ele atenda as reivindicações da polícia civil”, informou.

O presidente do Simpol afirma que os policiais civis esperam uma proposta do governo. Segundo Silveira Alves a categoria pode avaliar reajustes que sejam indicados para o ano que vem. “Isso ai tem que ser levado para a Assembleia, desde que, o governo traga uma proposta. Até agora o governo tem a nossa proposta na mesa não se posicionou a não ser dizer que não vai atender. O não atender nós não aceitamos. Ou ele aceita uma negociação e contempla a categoria com alguma proposta que seja aceitável ou então a greve vai perdurar”, declarou o presidente.

Os policiais civis realizam Assembleia Geral no início da tarde desta terça-feira (14). Depois da reunião, os grevistas vão parar o trânsito da Avenida Goiás, com uma caminhada que vai partir da Praça do Trabalhador até a Praça Cívica.