Conversas gravadas pela Polícia Federal indicam que o irmão do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), orientou o grupo do empresário Carlinhos Cachoeira sobre a forma pela qual eles deveriam participar de uma licitação do Estado, orçada em cerca de R$ 21 milhões.
Obtidos pelo Jornal Folha de São Paulo, os áudios mostram que, na antevéspera da Operação Monte Carlo, que prendeu Cachoeira, Antonio Perillo, que não ocupa nenhum cargo no governo do irmão, orienta um assessor direto do empresário a participar de um lote específico de uma licitação da Agetop (Agência de Transportes e Obras Públicas).
De acordo com a publicação, está nos áudios que em 23 de fevereiro, Toninho Perillo, como é conhecido, se reuniu com o ex-diretor da Delta Cláudio Abreu, com o sócio de Cachoeira e dono da Construtora Rio Tocantins, Rossine Aires, e com Wladimir Garcez, assessor de Cachoeira. Em 2 de março, a Construtora Rio Tocantins apresentou proposta em licitação da Agetop para a manutenção de rodovias em todo o Estado.
A Folha informou ainda que em 16 de abril, quando as relações de Cachoeira com Rossine já eram de conhecimento público, a Rio Tocantins acabou desclassificada. Jayme Rincón, em nota, afirmou que “não existe nenhum indício de direcionamento ou de benefício a quem quer que seja”. O governador informou que o teor dos áudios deve ser comentado pelos “próprios autores do diálogo”. Toninho Perillo, Rossine Aires e Wladimir Garcez não foram localizados nesta segunda-feira.








