O ministro do Supremo Tribunal Federal Cezar Peluso votou pela condenação do deputado federal João Paulo Cunha no processo do mensalão nos crimes de corrupção passiva (receber vantagem indevida) e peculato (desviar recursos na condição de servidor).

Em relação à acusação de lavagem de dinheiro, Peluso absolveu o parlamentar, sob a alegação de que entendeu que não houve um segundo crime de peculato atribuído à Cunha.
João Paulo Cunha foi acusado pelo Ministério Público Federal de receber propina de R$ 50 mil em 2003 quando era presidente da Câmara para beneficiar agência de Marcos Valério em uma licitação.

Com o voto de Peluso, são cinco os ministros que decidiram que João Paulo Cunha é culpado de corrupção passiva e peculato.

A sessão desta quarta marca o último voto dado pelo ministro Cezar Peluso no Supremo. Ele deixa o tribunal na próxima segunda-feira (3) quando atinge idade-limite para aposentadoria dos ministros da corte.

Com a saída dele, o supremo ficará com dez ministros até que a presidente Dilma Rousseff indique um novo nome para a vaga.