A indicação do Delegado e Superintendente da Polícia Federal em Goiás, Joaquim Mesquita, para comandar a pasta da segurança pública no Estado, não agradou a categoria. A Associação dos Cabos e Soldados e a Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Goiás discordam da indicação e disseram que a decisão tem gerado inquietação e protesto em muitas unidades militares.
De acordo com o Presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar e Bombeiro Militar, Subtenente Maxuelo Braz de Paula, esse desconforto fica claro, pois há uma crise de instituições que precisa ser discutido.
“Houve uma invasão da Polícia Federal dentro da instituição onde se quebrou regras, no intuito de desencadear a Operação Sexto Mandamento. Foi uma operação que trouxe um avanço da criminalidade para o Estado. Não é o momento de trazer uma pessoa que há pouco tempo invadiu a instituição”, argumenta.
Segundo o subtenente, a categoria não pensa em operacionalizar greve devido à indicação. No entanto, o trabalho do novo chefe da pasta será acompanhado pela categoria. “Não estamos falando em greve, estamos manifestando a preocupação da tropa”.
O Sargento da Polícia Militar, Gilberto Cândido, afirmou que o Governador Marconi Perillo prometeu promoção aos policiais a serem regidos no final do ano. Ele afirmou que, se isso não acontecer, a categoria poderá fazer um aquartelamento.
“A medida inicial é acompanhar o trabalho do secretário. Somos totalmente contrários à indicação, por se tratar de um delegado da PF que tem divergência com a PM, mas há um compromisso em relação às promoções em dezembro, se isso não acontecer um aquartelamento irá acontecer”, relata.







