Por falta de quórum, a sessão da câmara de vereadores de Goiânia foi encerrada, e será retomada nesta terça-feira. O vice-presidente da casa, vereador Clécio Alves, do PMDB, chegou ao plenário para anunciar a suspensão, e saiu rapidamente, sem falar com a imprensa. Na pauta seriam discutidas a alteração da lei orgânica do município, e a apresentação de um novo aumento no salário de vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários.
O vereador Elias Vaz, do Psol, acredita na existência de um impasse entre os parlamentares para votação do projeto. “Eu acho que existe um impasse, hoje na parte da manhã mesmo alguns vereadores manifestaram contrário à alteração da Lei Orgânica e também com relação ao aumento dos salários do subsídio dos prefeitos e vereadores. Eu acredito que para haver essa alteração da Lei Orgânica precisa de 24 votos favoráveis eu acho que existe alguma dificuldade em relação a isso e a outra dificuldade é a convicção e a certeza de que os vereadores querem ter que aprovando o aumento de 20%, eles querem ter a certeza que o prefeito na verdade neste caso, não vetaria como vetou da outra vez”, explicou.
A discussão em torno do projeto está impedindo a votação de outras pautas, como informa o vereador Elias Vaz. “Eu acredito que vai ter que resolver até porque está trancando a pauta, como nós já entramos em regime de votação, nós não podemos votar outro projeto, antes de votar esse. Todos os outros projetos que nós temos que apreciar inclusive orçamento, nós temos que apreciar depois que apreciarmos esse projeto. Ele tem prioridade sobre os outros e tem sempre que entrar primeiro, seja para aprovar ou rejeitar ele vai ter que ser apreciado”, salientou.
A emenda de autoria do vereador Luiz Teófilo, do PMDB, para alteração da Lei Orgânica do Município, retira a obrigatoriedade de um prazo máximo de 30 dias para fixação de subsídios.
O prefeito Paulo Garcia argumenta que quer primeiro tomar “conhecimento” de um projeto, antes de dizer se vai ou não vetar. “Vetamos o aumento pelo entendimento de que não havia uma discussão ampla com a sociedade e nem uma explicação condizente. Também entendemos que o valor fugia à realidade momentânea. Isso não significa que sejamos contra o reajuste para quem trabalha”, diz.
“Não está em pauta nenhuma discussão nesse sentido, se isso houver, estamos abertos a tomar uma posição, como tomamos à aquela época”, emenda.












