O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual, está na fase final de investigação de um rombo de R$ 500 mil na Universidade Estadual de Goiás (UEG). a operação boca do caixa foi deflagrada, em conjunto com a polícia civil e prendeu uma pessoa, além do cumprimento de três mandados de busca e apreensão em residências.

De acordo com o apurado, funcionários do alto escalão da UEG desviaram, durante o ano de 2006, cerca de R$ 725 mil de recursos que seriam encaminhados à universidade. Parte do dinheiro foi estornada e foram “roubados”, de fato, cerca de R$ 500 mil.

Os desvios eram feitos por meio de depósitos na conta de uma empresa privada, suspeita de ser fantasma, e repassados a pessoas ligadas à alta cúpula da UEG na época, segundo o coordenador do Gaeco, o promotor Denis Bimbatti.

Durante o ano de 2006, a UEG teve dois reitores: José Izecias, até o mês de março, e, depois, assumiu Luiz Antônio Arantes. Os promotores não falaram em nomes, mas garantiram que cerca de 10 pessoas são investigadas e podem ter a prisão decretada.

O desvio de recursos foi feito durante a execução de um contrato de qualificação de professores da rede particular de ensino. A universidade estadual de Goiás prestava serviço ao Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino (Sinepe), que também passa por investigação.

Reposta

Por meio de nota, a reitoria da UEG afirmou que acompanhou “com apreensão a Operação Boca do Caixa do Ministério Público esperando que os fatos venham à luz da verdade” e que ainda não foi notificada sobre a operação.

A Administração Central disse ainda confiar nos órgãos de fiscalização e se coloca à disposição esclarecimentos. “A atual gestão da Universidade, eleita em setembro e empossada em novembro deste ano, tem convicção que uma nova página da história da Instituição está sendo escrita e que fatos como estes fiquem no passado”, finaliza.