Em ação conjunta da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Controladoria-Geral da União no Estado de Goiás, foi deflagrada nesta sexta-feira (21), a “Operação Fundo Falso”, com o fim de reprimir e desarticular esquema de desvio de recursos federais destinados a programas assistenciais nas áreas da saúde, da educação e do desenvolvimento social, no âmbito da Prefeitura Municipal de Leopoldo de Bulhões em Goiás, mediante adulteração de extratos bancários e prática de outras irregularidades.

A operação decorre de decisão judicial do Tribunal Regional Federal da Primeira Região em Processo de Medida Cautelar Criminal de Busca e Apreensão ajuizada pelo MPF, com tramitação em segredo de justiça.

O desencadeamento da força-tarefa, pela Polícia Federal em Goiás, foi ancorado em ação fiscalizadora promovida, originariamente, por auditores da CGU no mencionado município, onde ainda se constataram fraudes na gestão de recursos financeiros transferidos pelo Governo Federal, com indícios de irregularidades na execução de Convênios celebrados entre a Prefeitura de Leopoldo de Bulhões e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Social – FNDE, destinados à construção de escola- creche e à aquisição de veículo para transporte escolar, que causaram desvio de verbas públicas federais estimado em R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais) e poderá alcançar o valor de R$ 1.900.000,00 (um milhão e novecentos mil reais), isso relativo ao período entre os anos de 2010 e 2012.

Foram expedidos cinco mandados de busca e apreensão para cumprimento na sede da prefeitura, em um Escritório de Contabilidade, nas residências do Prefeito Municipal e de dois sócios-administradores da referida empresa contábil, em endereços em Goiânia, todos cumpridos por 20 Policiais Federais, com apoio técnico de Auditores da CGU.

Em decorrência da força-tarefa, com suporte nos trabalhos fiscalizadores da CGU, na Medida Cautelar Penal ajuizada pelo MPF, na respectiva decisão judicial do TRF da Primeira Região e nas provas obtidas durante a realização das diligências, poderão ser instaurados inquéritos policiais federais, para apuração da extensão da responsabilidade dos envolvidos no dearticulado esquema criminoso, pela suposta prática dos crimes de responsabilidade de prefeitos, de uso de documento falso e de peculato. (Com informações da Polícia Federal)