A previsão é de que o senador cassado Demóstenes Torres seja julgado em fevereiro pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O órgão abriu processo contra Demóstenes, que é procurador em Goiás, por causa das suspeitas de seu envolvimento com Carlinhos Cachoeira, recém-condenado há quase 40 anos pela Justiça.

De acordo com o Jornal Estadão, promotores e procuradores locais declararam que a tendência atual do Conselho é determinar a demissão de Demóstenes, que foi cassado em julho pelo Congresso e, em seguida, reassumiu seu cargo de procurador em Goiás.

Segundo a publicação, o promotor Robertson Alves Mesquita afirma que Demóstenes não sofrerá outra punição senão a demissão. Já o promotor Fernando Krebs destaca que o procurador poderá buscar recursos na via judicial para se defender, mas não suspenderá a decisão do CNMP, porque as provas contra ele, obtidas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, são robustas e a tese dos recursos não prosperará.

Integrante do Ministério Público desde 1987, ele poderá ser punido com advertência, suspensão do cargo, aposentadoria compulsória ou demissão.