O massacre da Aparecidense para cima do Vila Nova por 5 a 0, na noite desta quarta-feira, no Aníbal Batista de Toledo, envergonhou a diretoria e os dirigentes, mas a revolta também se fez presente. Em entrevista ao repórter Pedro Henrique Geninho, o conselheiro Antônio Carlos, que fazia parte do grupo de assessoramento à Presidência, disparou contra os jogadores e até mesmo contra a honra dos atletas.
“A diretoria está fazendo a sua parte. No jogo que antecedeu o do Atlético, nós pagamos o bicho da vitória contra o Itumbiara e tomamos de 4 a 1, hoje pagamos o salário que estava 10 dias atrasados e tomamos de cinco. É um time ridículo, jogadores que não são homens, na acepção da palavra. Na hora de cobrar, colocar a faca no pescoço da diretoria, eles sabem fazer, mas na hora de entrar em campo, é esse papelão de hoje”
Antônio Carlos era o retrato da decepção colorada, assim como o presidente Marcos Martinez, que não quis dar entrevistas, e o presidente do Conselho, Paulo Diniz, que foi embora ainda no intervalo do jogo. O conselheiro do Vila completou dizendo que não acreditava tanto em corpo mole, porque o que faltava mesmo aos atletas era qualidade, e entende que é preciso uma nova reformulação no elenco para a Série C.
“Na minha opinião, é porque são fracos mesmo, jogadores que não merecem vestir a camisa do Vila Nova. A diretoria tem que repensar muita coisa desse elenco que está aí, aproveitam-se poucos para a Série C, tem que fazer um limpa, na minha opinião, a partir de amanhã”
Quem também se revoltou com a postura da equipe em campo foi o diretor da base colorada, Hugo Jorge Bravo, que também defende uma reformulação e espera que os jogadores que não quiserem ficar, peçam para sair. Questionado se os jogadores entregaram a partida e fizeram corpo mole em Aparecida, o diretor da base defende sua teoria.
“O resultado fala por si. Tomar de cinco, nessa circunstância, é porque tem gente aí que não está sabendo onde está. Esse elenco atual não tem a mínima condição de disputar a Série C, mas é tentar lutar ainda com unhas e dentes para classificar entre os quatro, sabemos que é uma missão difícil. Tem que definir quem quer e quem não quer, e quem não quer, vai com Deus, nunca mais Vila Nova”






