Uma rebelião está em andamento na Penitenciária Coronel Odenir Guimarães (antigo Cepaigo) desde por volta das 14 horas deste sábado. Três presos que estão mantendo doze pessoas como reféns, sendo quatro servidores e oito presos. Os líderes do motim são Diego Martins da Silva, de 23 anos, que seria o mais perigoso do grupo, Fagner Araújo de Souza, de 25 anos, e Givaldo Lourenço dos Santos, de 24 anos. Eles estariam exigindo armas, carros, coletes aprova de balas e a garantia de fuga da unidade prisional.

Duas enfermeiras, um médico e um agente prisional são os servidores públicos que estão mantidos como reféns. A técnica em saúde bucal, Gabriela Rodrigues, disse em entrevista à Rádio 730 que os presos não os maltrataram e aproveitou a oportunidade para pedir agilidade por parte da polícia. “Nós estamos aqui desde o meio dia. A polícia não está aceitando os pedidos deles,” lamentou.

Diego é apontado como o líder do motim. Em entrevista a emissora, ele ameaçou explodir três botijões de gás que estão dentro do posto de saúde do complexo prisional caso os policiais tentassem matá-lo. Ele revelou que os presos exigem carros, coletes à prova de bala e armas para fugirem.

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O detento atribuiu a rebelião a perseguições que estaria sofrendo dentro da cadeia. “O agente Marcelo transferiu eu e meu parceiro (Givaldo) para o pavilhão 4B. Eles também ofereceram R$ 5 mil para que os presos nos matassem,” denunciou. Segundo o homem, ele seria acusado de matar duas crianças, fato que garante que não aconteceu.

Como começou
Os presidiários estavam em tratamento no posto médico da unidade quando dominaram um agente carcerário e tomaram um revólver calibre 38. A mãe de Fagner Araújo e a namorada do detento, identificada como Karine, entraram no presídio para tentar acalmar os ânimos dos amotinados. A filha de dois anos do casal também está no local, mas não entrou dentro da unidade. A irmã de Diego Martins também foi convidada a participar das negociações.

A Tropa de Choque da Polícia Militar está no local, mas apenas aguarda a avaliação de um gabinete de gestão de crise que está reunido neste momento na penitenciária. As negociações estão sendo conduzidas pelo Wendel de Jesus, especialista em negociação, e pelo comandante do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (GRAER), Ricardo Mendes.