O impacto na atual diretoria, após mais dois escândalos que foram para o currículo, (a não prestação de contas, a não entrega do balancete 2012, um superávit de 1,3 milhão e a cobrança na justiça pela falta de pagamento do aluguel de um apartamento) foi arrebatador. Tanto que a reunião ordinária do Conselho Deliberativo durou quase quatro horas e não foi o suficiente para a tomada de uma atitude efetiva, mas provocou abalos irreversíveis para a permanência desta estrutura.

Como resultado, nesta terça-feira, será publicado um edital de convocação para uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, onde o presidente executivo Marcos Martinez será deposto. Esta ação provocará a saída de mais integrantes, inclusive pode gerar uma renúncia em massa como deixou claro o presidente do conselho, Paulo Miguel Diniz, em entrevista coletiva. Omissão foi a palavra mais repedida pelo dirigente do clube. Confira a entrevista na íntegra:

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Finalizada a reunião, pude também ouvir o conselheiro e ex-presidente Wilson Balzacchi. Ele vive em Florianópolis, mas estava em Goiânia para acompanhar o nascimento de sua neta e foi objetivo em apontar o momento como grave e revelou que não há clima entre poder executivo e poder deliberativo. Confira a entrevista na íntegra:

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Em meio a tudo isso, fica o torcedor louco por paz, notícias boas, bons atletas, títulos e uma administração decente para fazer com que o clube cresça e pare de ser humilhado. Jogadores e funcionários para que haja a certeza do pagamento em dia dos salários (Existe a possibilidade de greve por parte dos funcionários e membros da comissão técnica a partir de quarta-feira, antes da estreia) e dos parceiros que tudo que for estabelecido em contrato será cumprido pelas duas partes.

Marcos Martinez será o segundo presidente destituído na gestão de Paulo Diniz no comando do Conselho Deliberativo. O primeiro foi Eduardo Barbosa. Embora todos o tenham como uma pessoa boa, mas o avaliam como um péssimo gestor. Tanto que jogadores, funcionários e outros não o respeitam como um presidente. Ele hoje no clube é apenas a pessoa que se precisa de assinatura. Acredito que a renúncia coletiva vai gerar um choque enorme de gestão e a volta da credibilidade ao clube. Como apresentar um balanço de mais de um milhão de superávit em um clube que não consegue pagar salários desde 2011? Muitos conselheiros ficaram horrorizados com a falta de documentação. 

Certo também que chegou a hora do grupo encabeçado por Leonardo Rizzo, Carlos Alberto Barros, Newton Ferreira, Eduardo da Catral e tantos outros mostrarem a cara nesta próxima reunião. A brecha foi dada. O terreno está aberto para que eles possam montar um clube forte, competitivo, com o comando e planejamento. Espero que não fique só nas conversas de canto de sala.