O aproveitamento de Waldemar Lemos à frente do Atlético é positivo, mas nem isso segurou o treinador após a derrota para o Icasa por 3 a 0, na última terça-feira (11). Após alguns questionamentos e más atuações, o treinador não suportou e não comanda mais o time rubro-negro, em decisão da diretoria do Atlético. A informação foi antecipada durante o “Jogo Aberto” pelo comentarista Cléber Ferreira e confirmada pelo repórter Reginaldo Mendes, na RÁDIO 730.

Waldemar já vinha tendo seu trabalho questionado na sequência de dois jogos fora de casa, contra o Boa e o São Caetano, quando o Atlético conquistou apenas um ponto e Waldemar abriu mão de contar com Róbston na equipe. Pressionado, comandou o Dragão na vitória magra de 1 a 0 contra o Paysandu, mas não convenceu. A saída do treinador será oficializada ainda hoje pelo diretoria do Atlético.

No comando do Atlético, Waldemar Lemos assumiu o time no lugar de Jairo Araújo, e iniciou uma arrancada com a equipe rubro-negra, que estava na zona do rebaixamento do Goianão e chegou a estar próxima do título, contra o Goiás, mas viu o torneio escapar por entre os dedos. Waldemar comandou o time em 23 jogos, onde obteve 14 vitórias, cinco empates e sofreu apenas quatro derrotas, um aproveitamento de 68%.

Logo após a partida, o diretor de futebol do clube, Adson Batista, já antecipava que não ficaria sem tomar posição, destacou que não seria omisso, mesmo discurso de outras ocasiões em que teve de tomar a decisão de trocar o comandante do time. Adson não quis expor o treinador ou qualquer outro profissional nos microfones, mas disse que seria homem para fazer as escolhas certas.

“São situações que eu não gosto de expor ninguém, não é minha linha de trabalho. Culpa todos nós temos, eu tenho, todo mundo tem. O que eu posso dizer com certeza é que nesse momento a gente precisa ser homem suficiente para saber tomar as decisões necessárias, e nós vamos tomar as decisões que forem necessárias com tranquilidade, sem desespero. O Atlético não é isso aí, isso foi reflexo de um todo”